Bacharel em Filosofia pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo - PUC-SP
Colunista de Filosofia do jornal jurídico Carta Forense (desde 2006)
Professora de Mitologia Greco-Romana (Galleria Borghese, Roma)
Professora de História do Renascimento (Nettuno e Florença)
Colunista de Astrologia & Arte no Consueloblog (Florença)
e-mail - mitologia@esdc.com.br

1º Regresso e trânsitos de Saturno



 Atualmente, Saturno transita sobre o signo de Sagitário. 

Verifique em SEU mapa astrológico, qual é a Casa que o signo de Sagitário ocupa para saber onde se dá seu desafio atual (2016).

FOGO: Casas I, V e IX - Áries, Leão e Sagitário.
 
TERRA: Casas II, VI e X - Touro, Virgem e Capricórnio

AR: Casas III, VII e IX - Gêmeos, Libra e Aquário

ÁGUA: Casas IV, VIII e XII - Câncer, Escorpião e Peixes.


Agora que você já sabe qual é a Casa ocupada por Sagitário em SEU mapa, clique acima no Elemento correspondente a esta Casa e leia as indicações para esta Casa.

Por exemplo: Se o signo de Sagitário ocupa sua Casa VIII (análoga a Escorpião), clique no Elemento Água e leia o que está escrito para essa Casa VIII a fins de saber de que forma este trânsito está lhe afetando.  

Faça seu mapa clicando AQUI.

SOBRE O 1º REGRESSO DE SATURNO - Stephen Arroyo.

Acontece, muitas vezes, quando se tem 29 anos, que todas as forças envolvidas na infância, na adolescência e na juventude, num combate confuso e feroz, se organizam em campos bem definidos. Temos dúvidas sobre os nossos objetivos, o nosso significado e o nosso poder durante esses anos de crescimento tumultuoso, quando a aspiração não tem relação com a realização, e mergulhamos aqui e ali, com energia e má pontaria, durante a tempestade e o cansaço de formarmos uma personalidade até que, por fim, atingimos os 29 anos, essa estreita e reta passagem para a maturidade; e a vida, que era toda tumulto e confusão, adquire formas e objetivos, e trocamos uma grande e obscura possibilidade por uma realidade pequena e dura.Também na nossa vida americana, em que não há coação nos costumes e temos o direito de mudar a nossa vocação tantas vezes quanto desejarmos e tivermos oportunidade, constitui experiência comum o fato de a nossa juventude se estender pelos primeiros 29 anos de vida; só quando atingimos os trinta descobrimos finalmente a vocação que é verdadeiramente nossa e à qual devotaremos com perseverança o nosso contínuo labor.”  
De todos os trânsitos, o regresso de Saturno (aproximadamente nos 29 e 58 anos de idade) solicitou a máxima atenção em obras sobre astrologia. Infelizmente, o tratamento destes períodos cruciais foi feito atentando-se, muitas vezes, mais no lado negativo, acentuando-se a dificuldade que esses períodos, na maior parte dos casos, encerram. 

Por isso, convém que exploremos aqui o regresso de Saturno um pouco mais profundamente. Note-se que muitos dos conceitos que a seguir apresentamos são também aplicáveis, em certa medida, a outros trânsitos de saturno pela sua colocação natal.

A primeira coisa a esclarecer quando se fala do regresso de Saturno é que a qualidade de toda a experiência e a extensão em que é sentida como um período “difícil” dependem por completo do modo como se viveu durante os 29 anos anteriores, da eficiência com que nos esforçamos na conquista de objetivos específicos, da profundidade que atingimos na autocompreensão e nos propósitos criativos e da extensão em que o indivíduo exprimiu ou suprimiu a sua “natureza fundamental”.

Não se pode deduzir a resposta a todas essas perguntas apenas do horóscopo de nascimento, pois as pessoas são capazes de se ajustarem às potencialidades exibidas nos seus horóscopos. No entanto, podemos obter algumas pistas úteis, observando a posição de Saturno natal e dos seus aspectos.

Se o horóscopo de nascimento revela considerável stress, associado a Saturno e, por conseguinte, às exigências práticas da vida, é muito provável que este indivíduo tenha alguma dificuldade em enfrentar as necessidades práticas da existência; assim, a pessoa pode sentir o regresso de Saturno como um período de maior stress ao tomar conhecimento dos ajustamentos que tem que fazer para materializar o modelo de vida e as suas potencialidades.

O primeiro ciclo de Saturno através do horóscopo de nascimento durante aproximadamente os primeiros 29 anos de vida e, antes de tudo, baseado na reação ao condicionamento do passado, ao karma, às influências dos pais e às pressões sociais. 

Durante este período da vida, as pessoas são, regra geral, bastante inconscientes de quem e do que são fundamentalmente. Mas depois, com o primeiro regresso de Saturno, é, muitas vezes, como se uma velha dívida fosse paga e muitos velhos modelos e obrigações kármicas fossem subitamente removidos (quitados!). 

Nesta altura, pode-se experimentar um estado de ser profundamente complexo; trata-se, na verdade, ao mesmo tempo, de um sentimento de limitação inalterável na estrutura da vida, e de um sentimento de liberdade interior que, em muitos casos, é acompanhado por uma alegria inspiradora e grande exuberância.

O sentido de limitação provém de uma pessoa se tornar consciente, numa profundidade maior do que antes, do que é o seu destino e, por isso, do que tem de fazer no futuro.

Acabaram-se as oportunidades e alternativas aparentemente intermináveis; agora sabe-se que se fizeram experiências, que se puseram de parte as ilusões da juventude e que, de futuro, é preciso trabalhar para desempenhar o nosso papel num vasto drama, mesmo que não se tenha ideia do modo como nos foi distribuído o papel que representamos. 

As responsabilidades para conosco e para com os outros são agora vistas com redobrada clareza e talvez algumas dessas responsabilidades sejam sentidas como pesadas e limitadoras.

Mas, ao mesmo tempo, pode-se experimentar uma profunda liberdade interior, resultante da compreensão de que já não somos presas de velhas obrigações, de velhos medos, de velhas restrições interiores.

Este sentimento de liberdade interior ilimitada baseia-se também numa mais clara compreensão das nossas necessidades reais, das nossas capacidades e das nossas potencialidades criativas.

As pessoas que durante toda a juventude esperaram pelo momento de realmente se descobrirem e começarem a exprimir-se com segurança e influência podem considerar que a espera acabou. Agora é altura de agir, de trabalhar e de viver no presente, aceitando o destino e a alegria de conhecer que o caminho a seguir é claro.

Este período de transição não acontece num ápice; na verdade, pode estender-se por dois a dois anos e meio. Mas se uma pessoa sempre se sentiu contrariada na infância e na adolescência, vivendo como que num cativeiro e tendo de suportar coisas frustrantes e incontroláveis, pode, nesta altura, mobilizar as suas energias com grande força, ambição e até um sentido de alívio por saber que a espera acabou e que agora pode começar a moldar a sua própria vida com um certo grau de consciência. Como Grant Lewi escreveu em Astrology for the Millions: 

Você sente-se livre, acabo este trânsito, de muitas velhas restrições interiores Você terá libertado a sua natureza de resíduos mortos e desimpedido a pista para a ação que agora se desenvolve, menos obstruída por complexos interiores e dificuldades pessoais. Você terá, em resumo, amadurecido – 'posto de lado a criancice' – e estará apto a assumir o seu lugar no mundo, como um adulto.

O trânsito de Saturno pela sua colocação [natal, de nascimento] é o ponto mais importante, no qual a vontade livre atua na vida sem entraves e tão independente das circunstâncias como nunca… Você nunca mais se sentirá tão livre. As opções que fizer são suas: faça-as sensatamente, pois é nesta altura que a sua vontade livre, autenticamente livre, foge ao seu destino por muito tempo, se não mesmo para o resto da sua vida.” 

Por isso, se enfrentarmos o primeiro regresso de Saturno com grande coragem e honestidade, durante o segundo ciclo do planeta, 29 anos mais tarde, seremos mais conscientes, mais capazes de iniciar a ação sem nos sentirmos inibidos pelo medo ou pela ansiedade, mais capazes de assumir responsabilidades por nós próprios e pelos nossos atos.

Se uma pessoa conseguir adequar-se ao seu verdadeiro destino como alma individual durante este período, poderá, depois, viver mais o presente, com maior paciência, derivada de se ter submetido à sua lei interna com perfeita consciência e aceitação.

Neste tempo, as potencialidades de êxito e autoridade temporais são, muitas vezes, consolidadas de um modo direto, e o indivíduo desfruta de uma visão específica acerca do papel que deve desempenhar no mundo a partir dessa altura.

A casa natal de saturno e a casa natal governada por Saturno são geralmente áreas de vida definidas neste período com uma inteligência aprofundada.

E verificam-se, regra geral, visíveis alterações físicas, o que não admira, porque Saturno tem grande afinidade com a existência material. Não só muitas vezes se observam sinais físicos da idade, que se manifestam como problemas de saúde – o que leva a pessoa a compreender as suas limitações físicas – como também o centro de gravidade do indivíduo (Saturno) se desloca de tal maneira que aquele começa a reparar que tem à sua disposição um maior reservatório de energia.

O nível geral de energia da pessoa pode ser menos visível do que na adolescência ou entre os 20 e os 30 anos, mas a energia disponível é agora mais concentrada, não tão dispersa, e o seu fluxo mais regular e seguro. O centro de gravidade desloca-se da cabeça, do pescoço e do peito, para a pelve e o abdômen

Aquilo que antes existia na cabeça transforma-se numa parte mais integral de todo o corpo, isto é, da experiência da vida real. Por isso, a pessoa descobre que não precisa de usar tanta energia como quando era jovem. A energia conserva-se e estabiliza-se naturalmente, e cabe ao indivíduo aprender a viver com ela e a utilizar este novo tipo de fluxo energético.
 
Referência Bibliográfica: "Astrologia, Karma & Transformação", de Stephen Arroyo (esgotada).

Dúvidas? Envie e-mail para: mitologia@esdc.com.br


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"Sábio é quem em tudo lê". Plotino

"Sábio é quem em tudo lê". Plotino

Entendimento dos Símbolos

Por Fernando Pessoa

Benedictus Dominus Deus noster qui debit nobis signum

O entendimento dos símbolos e dos rituais (simbólicos) exige do intérprete que possua cinco qualidades ou condições, sem as quais os símbolos serão para ele mortos, e ele um morto para eles.


A primeira é simpatia; não direi a primeira em tempo, mas a primeira conforme vou citando, e cito por graus de simplicidade. Têm o intérprete que sentir simpatia pelo símbolo que se propõe interpretar. A atitude cauta, a irônica, a deslocada - todas elas privam o intérprete da primeira condição para poder interpretar.

A segunda é a intuição. A simpatia pode auxiliá-la, se ela já existe, porém não criá-la. Por intuição se entende aquela espécie de entendimento com que se sente o que está além do símbolo, sem que se veja.

A terceira é a inteligência. A inteligência analisa, decompõe, reconstrói noutro nível o símbolo; tem, porém, que fazê-lo depois que, no fundo, é tudo o mesmo. Não direi erudição, como poderia no exame dos símbolos, é o de relacionar no alto o que está de acordo com a relação que está embaixo. Não poderá fazer isso se a simpatia não tiver lembrado essa relação, se a intuição não a tiver estabelecido. Então a inteligência, de discursiva que naturalmente é, se tornará analógica, e o símbolo poderá ser interpretado.

A quarta é a compreensão, entendendo por esta palavra o conhecimento de outras matérias, que permitam que o símbolo seja iluminado por várias luzes, relacionado com vários outros símbolos, pois que, no fundo, é tudo o mesmo. Não direi erudição, como poderia ter dito, pois a erudição é uma soma; nem direi cultura, pois a cultura é em síntese; e a compreensão é uma vida. Assim, certos símbolos não podem ser bem entendidos se não houver antes, ou ao mesmo tempo, o entendimento de símbolos diferentes.

A quinta é menos definível. Direi talvez, falando a uns, que é graça, falando a outros que é a mão do Superior Incógnito, falando a terceiros, que é o Conhecimento e Conversação do Anjo da Guarda, entendendo cada uma destas coisas, que são a mesma da maneira como as entendem aqueles que delas usam, falando ou escrevendo.

Eu sei ler as estrelas!

Eu sei ler as estrelas!

Próspero, o duque de Milão à sua filha, Miranda em "A Tempestade".

Próspero, o duque de Milão à sua filha, Miranda em "A Tempestade".

Sobre A Metafísica - Rainha das Ciências - A Hécuba kantiana: * A S T R O L O G I A *

Aristóteles: "Este mundo está ligado duma maneira necessária aos movimentos do mundo superior. Todo o poder no nosso mundo é governado por estes movimentos" . (Tratado do Céu)

São Tomás de Aquino: "Os corpos celestes são a causa de tudo o que se produz neste mundo sublunar, agem indiretamente sobre as ações humanas, mas nem todos os efeitos que produzem são inevitáveis". (Suma, quest. XV, art. 5 e vol.III, pp. 2-29)

Dante: "Os astros são, de fato, a causa primeira de vossas ações, mas haveis recebido uma luz que vos permite distinguir o bem do mal, e uma vontade livre que, após ter começado a lutar contra os astros, de tudo triunfa se for bem dirigida". (Purgatório, XVI, 73)

Tycho-Brahé: "O homem contém em si uma influência bem maior do que a dos astros; superará as influências se viver segundo a justiça, mas, se seguir as suas tendências cegas, se descer à classe dos brutos e dos animais, vivendo com eles, o rei da natureza já não comanda, é comandado pela natureza".

Kepler: "Vinte anos de estudos práticos convenceram o meu espírito rebelde da realidade da astrologia".

Goethe: "Vim ao mundo em Franco forte-sobre-o-Meno a 28 de Agosto de 1749, ao soar a última badalada do meio-dia. A constelação era feliz, o Sol estava no signo da Virgem; Júpiter e Vênus formavam com ele bons aspectos; Mercúrio não era desfavorável, Saturno e Marte eram neutros; só a Lua, cheia nesse dia, exercia a força da sua reverberação tanto mais poderosa quanto a sua hora planetária havia começado. Opôs-se, portanto, ao meu nascimento até que essa hora passou. Estes bons aspectos, mais tarde altamente apreciados pelos astrólogos, serão sem dúvida a razão por que fiquei vivo, pois, pela incúria da parteira, julgaram que estava morto quando vim ao mundo, e só depois de numerosos esforços vi a luz". (Poesia e Verdade, cap. I).

Balzac: "A Astrologia é uma ciência imensa e que reinou nas mais altas inteligências".

C.G. Jung: "Se as pessoas cuja instrução deixa a desejar têm julgado que podem fazer troça da astrologia, considerando-a como uma pseudociência há muito liquidada, essa astrologia, remontando das profundezas da alma popular, volta hoje a apresentar-se às portas das nossas universidades, que deixou há três séculos". (Seelenprobleme derGegenwart, p. 241)

André Breton: "É (a astrologia) para mim uma dama muito alta, muito bela e vinda de tão longe que não pode deixar de encantar-me. No mundo puramente físico, não vejo outra cujas qualidades possam rivalizar com as suas. Parece-me, além disso, guardar um dos mais altos segredos do mundo. É pena que hoje – pelo menos para o vulgo – reine no seu lugar uma prostituta". (Atrologie moderne, nº 12, Outubro de 1954)

Claude Lévi-Strauss: "Os antigos construíram um sistema, e esse sistema, a partir do momento em que foi construído, mostrou-se operante e fecundo, pois o homem só pode pensar com sistemas. A astrologia foi um grande sistema, pois ajudou o homem a pensar durante milênios". (L'Astrologue, nº 9)

Lucien Malavard (Prof. De Ciências na Sorbonne): "Penso que os antigos fizeram de certo modo ciências humanas avant lalettre por meio da astrologia: elaboraram assim uma classificação dos seres, uma maneira de ver mais claro nos comportamentos humanos. Pela minha parte, sentir-me-ia tentado a situar a astrologia ao lado das ciências humanas, um pouco mais longe...". (L'Astrologue, nº 15)

ASTROLOGIA NÃO É DOGMA DE FÉ (creio/não creio).

Requer conhecimentos básicos de matemática, geometria, mitologia, antropologia, história, psicologia, semiótica, física, astronomia e filosofia pré-socrática.

Conclamar a união de todas essas disciplinas já a torna deveras intrigante!

Ouça entrevista (em áudio) que concedi sobre Astrologia em "Conhecimento Sem Fronteiras", no site da ESDC: http://www.esdc.com.br/

Entrevista em áudio sobre Astrologia

Realizada por Márcia Oshiro com a Profª Luciene Félix


1ª Parte (duração: 10:45)

O que é astrologia?
Quais os pressupostos deste Saber?
Que conhecimento é necessário para decodificar essa linguagem?
O que são os quatro elementos?
O que tem a nos dizer sobre a Era de Aquário?
No que o estudo de um mapa astral pode ajudar as pessoas?
Qual é a informação mais importante de um mapa astral?

2ª Parte (duração: 9:34)
Após o Sol, qual é a segunda informação a ser analisada?
Como descobrir qual é nosso signo Ascendente?
E quem é de Câncer, por exemplo? Errata: Asc. Câncer mesmo é para quem nasce entre 6 e 8hs da manhã
Qual planeta rege qual signo?
Podemos confiar em mapas da internet?
E quanto às interpretações dos mapas astrais da internet?

3ª Parte (duração: 11:25)
Após o Sol, o Ascendente e a Lua, o que deve ser analisado?
Breve resumo do posicionamento de Vênus nos 4 elementos?
E o que seria uma Vênus mal posicionada?
E quanto a localização do planeta Marte num mapa?

4ª Parte (duração: 9:49)
Posicionamento de Marte & Vênus e a vida sexual.
O que é "Trânsito Astrológico"?
Exemplo de Trânsito.
Qual influência do ciclo de lunação?
E quanto a Lua Cheia?

5ª Parte (duração: 13:24)
O grande presente: o benéfico Júpiter!
Interpretação do trânsito de Júpiter/Zeus por Casas.
Em que consiste o sistema de Casas derivadas?
Sobre a arte do divinatio, da advinhação.
Conhecendo "O Segredo" de se auto-conhecer
E quanto ao rebaixamento de Plutão?
És astróloga? Ensinas a ler as estrelas...