Bacharel em Filosofia pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo - PUC-SP
Colunista de Filosofia do jornal jurídico Carta Forense (desde 2006)
Professora de Mitologia Greco-Romana (Galleria Borghese, Roma)
Professora de História do Renascimento (Nettuno e Florença)
Colunista de Astrologia & Arte no Consueloblog (Florença)
e-mail - mitologia@esdc.com.br

42 aos 49

Ciclos de Evolução – Alexander Ruperti



De 42 a 49 anos: Nível Sócio-Cultural – Vida rotineira e submissão passiva às coisas conforme se apresentam, ou necessidade de fazer uma revisão ativa na atitude para com as pessoas mais íntimas. Esforço para realizar um novo começo na vida.

Esta fase do ciclo de vida corresponde ao período de 7 anos que vai dos 21 anos aos 28 anos de idade, que é também um nível social. Astrologicamente, ambos os períodos são marcados por trânsitos de Saturno e Urano.

No primeiro período, estes aspectos foram quadraturas [90°], simbolizando a natureza extrovertida dessa época. O adulto que estava emergindo foi para o mundo, casou-se provavelmente, estabeleceu-se socialmente e criou seus próprios relacionamentos interpessoais.

Neste último período, os aspectos de Saturno e Urano são oposições, indicando antes percepção do que ação. A oposição de Urano ocorre no começo deste período de 7 anos, e logo depois, aos 45 anos aproximadamente, Saturno se opõe à sua própria posição natal pela segunda vez.

Deste modo, o principal desafio que a pessoa encontra neste período de 7 anos é a necessidade de descobrir o verdadeiro significado e valor dos seus relacionamentos interpessoais e sociais.

O estabelecimento de uma nova atitude para com os nossos relacionamentos poderá exigir o rompimento de certos padrões habituais de muitos anos de duração. As pressões da família, os negócios e as considerações sociais já não precisam ditar a seleção dos nossos amigos.

As motivações extrovertidas, para a conservação dos relacionamentos, muitas vezes já não se aplicam mais; portanto, deve ser encontrado um valor pessoal para esses relacionamentos. Um casamento que foi mantido “por causa das crianças” dissolver-se-á quando essas crianças crescerem e deixarem o lar, a menos que seja encontrada uma raison d’etre verdadeiramente pessoal.

Do mesmo modo, um relacionamento, originalmente formado porque faria progredir nossa carreira ou nossa posição social, perde o significado com a percepção de que provavelmente já subimos tão alto quanto poderíamos subir na escala dos negócios ou da posição social.

Os problemas que surgem durante este período de 7 anos baseiam-se num sentimento de solidão que se torna cada vez mais difícil de suportar. Para compensar esta sensação de isolamento, a pessoa poderá tentar fugir para um mundo de sonho (óperas sentimentais, novelas românticas e coisas que tais), poderá se afundar no seu trabalho ou nas atividades sociais, poderá lançar-se em alguma aventura heróica ou até mesmo fugir de casa e começar a vida num outro lugar.

Uma corrente subterrânea que percorre todo esse período – uma sensação geral de “última chance”. A pessoa poderá descobrir que está se agarrando compulsivamente ao amor como se ele fosse o anel de cobre de um carrossel que nunca mais voltará a girar. Os transtornos emocionais que acompanham o “apaixonar-se” precipitam uma nova espécie de crise adolescente.

Enquanto o adolescente está amando o amor, as pessoas que estão nos seus quarenta anos procuram o amor para absorver ou apagar uma sensação de fracasso. Essa arremetida para um recomeço, para encontrar o amor antes que seja tarde demais, pode resultar numa grave perturbação emocional cujas conseqüências poderão ser trágicas.

Embora a onda de vida descendente tenha começado, realmente, no período de 7 anos anterior a este, é só depois da idade de 42 a 49 anos que a pessoa tem percepção consciente de que está na segunda metade da vida.

Conforme ela vê o desaparecimento da geração dos seus pais e o envelhecimento da sua própria geração, subitamente um dia vem a compreensão de que ela pertence à geração mais velha. Caso uma pessoa esqueça, por um momento, a realidade da sua idade, seus próprios filhos crescidos e os meios de comunicação social lhe servirão como um lembrete constante. A reação natural e imediata é a negação.

Muitas pessoas tentam prolongar a juventude imitando os maneirismos e o estilo das roupas e da conversa dos jovens, e algumas até mesmo rejeitam a associação com aqueles que são mais velhos do que elas, como se envelhecer fosse uma doença contagiosa.

Na faixa dos quarenta anos, a pessoa repara que seu corpo está perdendo, pouco a pouco, sua energia e sua resistência e que ela já não pode depender dele automaticamente, como fazia no passado. Isso provoca uma grande dose de ansiedade e resulta numa preocupação com o corpo – a aparência que ele tem, o que ele sente e como se comporta.

Devido ao fato de que, segundo os padrões de crença da maioria das pessoas, o corpo está tão intrinsecamente ligado à capacidade de amar e ser amado, essa preocupação com o corpo muitas vezes é experimentada no nível do relacionamento, o enfraquecimento da potência sexual de um homem pode levá-lo a procurar a companhia de uma mulher mais jovem, como uma prova da sua virilidade. Para uma mulher, o problema é completamente diferente.

Seu impulso sexual poderá ser mais forte na faixa dos quarenta anos do que nos anos anteriores; todavia, desde que ela sempre foi julgada sexualmente em função da sua desejabilidade, o aparecimento de rugas, de pele flácida e de outros sinais externos de envelhecimento são igualmente traumáticos. A crescente percepção do declínio físico aponta a necessidade de uma mudança básica na sua atitude para com os outros e também para consigo mesma.

Por mais que o indivíduo tente, suas soluções extrovertidas já não mais se aplicam. Em alguma época durante este período, ele deve chegar à compreensão de que não vai ficar mais forte, mais rico ou melhor – que ele subiu tão alto quanto poderia subir. O exterior está começando a se deteriorar ; portanto,o melhor é começar a se concentrar no interior.

Todavia, isto não é a doença da idade, porém a sua recompensa; à medida que a vitalidade física começa a declinar, há um desenvolvimento complementar dos poderes internos. O corpo declina, conforme deve acontecer com todos os organismos naturais, enquanto que as energias da personalidade se concentram na mente e na alma do indivíduo. A capacidade mental pode permanecer forte como sempre foi e, no caso de o indivíduo ter alcançado a maturidade psicológica, tornar-se-á ainda maior.

Somente nas vidas em que o medo e a aflição emocional impedem a pessoa de mudar suas atitudes, fazendo com que ela se rebele insensatamente contra o processo de envelhecimento, somente nesses casos é que a mente também se cansa. De fato, é antes o ego que se cansa, e não a mente; o ego desiste quando é desafiado pela necessidade de uma mudança básica nos seus pontos de vista ou quando é intimado a dar um passo desconhecido numa nova direção.

Ele é derrubado não pelo corpo, mas pelos padrões de pensamento fixos e habituais pendurados como um fardo esmagador ao redor do seu pescoço. Se, na faixa dos quarenta anos uma pessoa alcançou o estado de integração da personalidade e libertou-se das exigências inconscientes das suas crenças, então este período de 7 anos pode assinalar o momento de uma verdadeira iluminação do espírito ou de alguma mudança profunda na orientação positiva da sua vida.

Meu Insta...

"Sábio é quem em tudo lê". Plotino

"Sábio é quem em tudo lê". Plotino

Entendimento dos Símbolos

Por Fernando Pessoa

Benedictus Dominus Deus noster qui debit nobis signum

O entendimento dos símbolos e dos rituais (simbólicos) exige do intérprete que possua cinco qualidades ou condições, sem as quais os símbolos serão para ele mortos, e ele um morto para eles.


A primeira é simpatia; não direi a primeira em tempo, mas a primeira conforme vou citando, e cito por graus de simplicidade. Têm o intérprete que sentir simpatia pelo símbolo que se propõe interpretar. A atitude cauta, a irônica, a deslocada - todas elas privam o intérprete da primeira condição para poder interpretar.

A segunda é a intuição. A simpatia pode auxiliá-la, se ela já existe, porém não criá-la. Por intuição se entende aquela espécie de entendimento com que se sente o que está além do símbolo, sem que se veja.

A terceira é a inteligência. A inteligência analisa, decompõe, reconstrói noutro nível o símbolo; tem, porém, que fazê-lo depois que, no fundo, é tudo o mesmo. Não direi erudição, como poderia no exame dos símbolos, é o de relacionar no alto o que está de acordo com a relação que está embaixo. Não poderá fazer isso se a simpatia não tiver lembrado essa relação, se a intuição não a tiver estabelecido. Então a inteligência, de discursiva que naturalmente é, se tornará analógica, e o símbolo poderá ser interpretado.

A quarta é a compreensão, entendendo por esta palavra o conhecimento de outras matérias, que permitam que o símbolo seja iluminado por várias luzes, relacionado com vários outros símbolos, pois que, no fundo, é tudo o mesmo. Não direi erudição, como poderia ter dito, pois a erudição é uma soma; nem direi cultura, pois a cultura é em síntese; e a compreensão é uma vida. Assim, certos símbolos não podem ser bem entendidos se não houver antes, ou ao mesmo tempo, o entendimento de símbolos diferentes.

A quinta é menos definível. Direi talvez, falando a uns, que é graça, falando a outros que é a mão do Superior Incógnito, falando a terceiros, que é o Conhecimento e Conversação do Anjo da Guarda, entendendo cada uma destas coisas, que são a mesma da maneira como as entendem aqueles que delas usam, falando ou escrevendo.

Eu sei ler as estrelas!

Eu sei ler as estrelas!

Próspero, o duque de Milão à sua filha, Miranda em "A Tempestade".

Próspero, o duque de Milão à sua filha, Miranda em "A Tempestade".

Sobre A Metafísica - Rainha das Ciências - A Hécuba kantiana: * A S T R O L O G I A *

Aristóteles: "Este mundo está ligado duma maneira necessária aos movimentos do mundo superior. Todo o poder no nosso mundo é governado por estes movimentos" . (Tratado do Céu)

São Tomás de Aquino: "Os corpos celestes são a causa de tudo o que se produz neste mundo sublunar, agem indiretamente sobre as ações humanas, mas nem todos os efeitos que produzem são inevitáveis". (Suma, quest. XV, art. 5 e vol.III, pp. 2-29)

Dante: "Os astros são, de fato, a causa primeira de vossas ações, mas haveis recebido uma luz que vos permite distinguir o bem do mal, e uma vontade livre que, após ter começado a lutar contra os astros, de tudo triunfa se for bem dirigida". (Purgatório, XVI, 73)

Tycho-Brahé: "O homem contém em si uma influência bem maior do que a dos astros; superará as influências se viver segundo a justiça, mas, se seguir as suas tendências cegas, se descer à classe dos brutos e dos animais, vivendo com eles, o rei da natureza já não comanda, é comandado pela natureza".

Kepler: "Vinte anos de estudos práticos convenceram o meu espírito rebelde da realidade da astrologia".

Goethe: "Vim ao mundo em Franco forte-sobre-o-Meno a 28 de Agosto de 1749, ao soar a última badalada do meio-dia. A constelação era feliz, o Sol estava no signo da Virgem; Júpiter e Vênus formavam com ele bons aspectos; Mercúrio não era desfavorável, Saturno e Marte eram neutros; só a Lua, cheia nesse dia, exercia a força da sua reverberação tanto mais poderosa quanto a sua hora planetária havia começado. Opôs-se, portanto, ao meu nascimento até que essa hora passou. Estes bons aspectos, mais tarde altamente apreciados pelos astrólogos, serão sem dúvida a razão por que fiquei vivo, pois, pela incúria da parteira, julgaram que estava morto quando vim ao mundo, e só depois de numerosos esforços vi a luz". (Poesia e Verdade, cap. I).

Balzac: "A Astrologia é uma ciência imensa e que reinou nas mais altas inteligências".

C.G. Jung: "Se as pessoas cuja instrução deixa a desejar têm julgado que podem fazer troça da astrologia, considerando-a como uma pseudociência há muito liquidada, essa astrologia, remontando das profundezas da alma popular, volta hoje a apresentar-se às portas das nossas universidades, que deixou há três séculos". (Seelenprobleme derGegenwart, p. 241)

André Breton: "É (a astrologia) para mim uma dama muito alta, muito bela e vinda de tão longe que não pode deixar de encantar-me. No mundo puramente físico, não vejo outra cujas qualidades possam rivalizar com as suas. Parece-me, além disso, guardar um dos mais altos segredos do mundo. É pena que hoje – pelo menos para o vulgo – reine no seu lugar uma prostituta". (Atrologie moderne, nº 12, Outubro de 1954)

Claude Lévi-Strauss: "Os antigos construíram um sistema, e esse sistema, a partir do momento em que foi construído, mostrou-se operante e fecundo, pois o homem só pode pensar com sistemas. A astrologia foi um grande sistema, pois ajudou o homem a pensar durante milênios". (L'Astrologue, nº 9)

Lucien Malavard (Prof. De Ciências na Sorbonne): "Penso que os antigos fizeram de certo modo ciências humanas avant lalettre por meio da astrologia: elaboraram assim uma classificação dos seres, uma maneira de ver mais claro nos comportamentos humanos. Pela minha parte, sentir-me-ia tentado a situar a astrologia ao lado das ciências humanas, um pouco mais longe...". (L'Astrologue, nº 15)

ASTROLOGIA NÃO É DOGMA DE FÉ (creio/não creio).

Requer conhecimentos básicos de matemática, geometria, mitologia, antropologia, história, psicologia, semiótica, física, astronomia e filosofia pré-socrática.

Conclamar a união de todas essas disciplinas já a torna deveras intrigante!

Ouça entrevista (em áudio) que concedi sobre Astrologia em "Conhecimento Sem Fronteiras", no site da ESDC: http://www.esdc.com.br/

Entrevista em áudio sobre Astrologia

Realizada por Márcia Oshiro com a Profª Luciene Félix


1ª Parte (duração: 10:45)

O que é astrologia?
Quais os pressupostos deste Saber?
Que conhecimento é necessário para decodificar essa linguagem?
O que são os quatro elementos?
O que tem a nos dizer sobre a Era de Aquário?
No que o estudo de um mapa astral pode ajudar as pessoas?
Qual é a informação mais importante de um mapa astral?

2ª Parte (duração: 9:34)
Após o Sol, qual é a segunda informação a ser analisada?
Como descobrir qual é nosso signo Ascendente?
E quem é de Câncer, por exemplo? Errata: Asc. Câncer mesmo é para quem nasce entre 6 e 8hs da manhã
Qual planeta rege qual signo?
Podemos confiar em mapas da internet?
E quanto às interpretações dos mapas astrais da internet?

3ª Parte (duração: 11:25)
Após o Sol, o Ascendente e a Lua, o que deve ser analisado?
Breve resumo do posicionamento de Vênus nos 4 elementos?
E o que seria uma Vênus mal posicionada?
E quanto a localização do planeta Marte num mapa?

4ª Parte (duração: 9:49)
Posicionamento de Marte & Vênus e a vida sexual.
O que é "Trânsito Astrológico"?
Exemplo de Trânsito.
Qual influência do ciclo de lunação?
E quanto a Lua Cheia?

5ª Parte (duração: 13:24)
O grande presente: o benéfico Júpiter!
Interpretação do trânsito de Júpiter/Zeus por Casas.
Em que consiste o sistema de Casas derivadas?
Sobre a arte do divinatio, da advinhação.
Conhecendo "O Segredo" de se auto-conhecer
E quanto ao rebaixamento de Plutão?
És astróloga? Ensinas a ler as estrelas...