Bacharel em Filosofia pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo - PUC-SP
Colunista de Filosofia do jornal jurídico Carta Forense (desde 2006)
Professora de Mitologia Greco-Romana (Galleria Borghese, Roma)
Professora de História do Renascimento (Nettuno e Florença)
Colunista de Astrologia & Arte no Consueloblog (Florença)
e-mail - mitologia@esdc.com.br

56 aos 63

Ciclos de Evolução - Alexander Ruperti


Dos 56 aos 63 anos: Nível de Poder – Possibilidade de um “terceiro nascimento” no ciclo de Urano. Demonstração da capacidade de focalizar, através de personalidade, a qualidade espiritual do ser, inerente ao nascimento. Novas atividades espirituais ou, negativamente, nova cristalização das reações da mente e dos sentimentos.


O período que vai dos 56 aos 60 anos de idade é tão importante quanto aquele que vai dos 27 aos 30 anos. O 56º ano coincide com o terceiro nascimento no ciclo de Urano – a 9ª fase.

Na vida de todos, esta é a segunda oportunidade que se tem para reorientar a transformar o caráter e também a natureza dos nossos relacionamentos humanos.

Sendo capaz de se ver de uma nova maneira, o indivíduo tem a possibilidade de ver os outros de uma nova maneira e, deste modo, entrar num novo tipo de participação social.

Falando positivamente, o que pode acontecer nesta ocasião é a decisão, consciente ou inconsciente, de dedicar o crepúsculo da vida a alguma forma de realização e colheita criativa.

Negativamente, esta fase significa o abandono e a acomodação dentro de uma forma limitada e cristalizada de existência física e e mental – isolamento.

Além do terceiro nascimento do ciclo de Urano, este período vê o retorno de ambos, Júpiter e Saturno, às suas localizações natais. Inicia-se um quarto ciclo nodal, que indica a renovação potencial da configuração do destino e da integração da personalidade.

Finalmente, o aspecto natal Sol-Lua repete-se nas progressões por volta dos 59 anos de idade e Saturno inicia seu terceiro ciclo da vida.

Por meio de todas estas indicações astrológicas pode-se observar uma nova tendência que começa a se desenvolver aos 56 anos de idade – uma tendência que atingirá seu clímax entre os 59 e os 60 anos, com o início do novo ciclo de Saturno, e tornar-se-á mais claramente definida quando se iniciar a faixa dos 60 anos.

Aqui se estabelecerá um traço predominante para os restantes anos de vida, ou pelo menos até a idade dos 70-72 anos, após o que começa a velhice, conforme é considerada hoje em dia.

É claro que a “velhice” poderá começar realmente aos 60 anos, se a pessoa não adotar uma atitude positiva em relação à mudança de direção da sua vida iniciada na faixa dos quarenta anos.

De qualquer modo, quanto mais a pessoa viveu uma espécie de vida diferente da existência comum e rotineira imposta pela sociedade moderna, maior será a probabilidade de ser positivo o período que vai dos 56 aos 70 anos.

Desde a época da Grécia antiga, a faixa dos 60 anos tem sido considerada como a idade da filosofia, no sentido da procura de um significado essencial e de valores fundamentais. Este deverá ser o interesse principal durante o crepúsculo e o princípio da noite da vida.

Além disso, na vida do indivíduo criativo, deverá ser feito um esforço no sentido de se harmonizar o ponto de vista individual com as necessidades reais do coletivo.

Então, tornar-se-á possível agir com mais sabedoria, com mais serenidade e com mais eficiência em todos os relacionamentos. O indivíduo criativo usará estes anos finais para levar à sua comunidade os frutos espirituais ou sócio-culturais e de sua reflexão. 

Por este ato, poderá merecer honrarias e fama relativa e, talvez, até um grau relativo de segurança social.

Todavia, no caso de a comunidade não apreciar o valor dessa colheita, então estes anos finais poderão ser muito solitários.

Dane Rudhyar observou certa vez que uma pessoa criativa não consegue colocar sua marca no seu tempo antes de chegar aos 60 anos.

As obras realizadas por essa pessoa criativa depois da idade de 28 anos (a época do início da verdadeira criatividade individual) ficarão impressas na consciência (e até mesmo no inconsciente) da geração nascida na época em que essas obras foram realizadas ou produzidas.

Esta impressão constitui a base da imortalidade social e cultural da mente verdadeiramente criativa. Quando a geração nascida na época de tais criações mentais atinge a maturidade – aos 28 anos de idade –, estará então em condições de compreender e apreciar seu valor.

O criador, por sua vez, estará com cerca de 60 anos de idade. Deste modo, é durante este período da vida que o indivíduo deverá compreender a importância de tentar oferecer alguma contribuição permanente e, em alguns casos, imortal, para a vida da sua comunidade. Ele deve concentrar-se no futuro espiritual, tanto de si mesmo como da comunidade.

Nessa época da vida deve ocorrer uma repolarização espiritual. Essencialmente, isto requer uma revisão de tudo aquilo que o indivíduo assimilou durante a vida – ele precisa decidir o que vai conservar e, eventualmente, transmitir às gerações futuras e o que deve descartar.

Deve descobrir qual a melhor maneira pela qual aquilo que ele se tornou pode vir a satisfazer alguma necessidade coletiva básica da época. 

Nunca é cedo demais para dar início à tarefa de descartar aquilo que não é essencial e, em seguida, prosseguir fortalecendo, esclarecendo e, se necessário, registrando para as gerações futuras a colheita da nossa experiência.

Devemos fazer isso durante esta 9ª fase da vida, porque aos 60 anos de idade estaremos mais preparados para realizar este trabalho. O que deverá ser levado em consideração não é tanto o tempo gasto nessa tarefa, mas a qualidade do trabalho realizado.


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"Sábio é quem em tudo lê". Plotino

"Sábio é quem em tudo lê". Plotino

Entendimento dos Símbolos

Por Fernando Pessoa

Benedictus Dominus Deus noster qui debit nobis signum

O entendimento dos símbolos e dos rituais (simbólicos) exige do intérprete que possua cinco qualidades ou condições, sem as quais os símbolos serão para ele mortos, e ele um morto para eles.


A primeira é simpatia; não direi a primeira em tempo, mas a primeira conforme vou citando, e cito por graus de simplicidade. Têm o intérprete que sentir simpatia pelo símbolo que se propõe interpretar. A atitude cauta, a irônica, a deslocada - todas elas privam o intérprete da primeira condição para poder interpretar.

A segunda é a intuição. A simpatia pode auxiliá-la, se ela já existe, porém não criá-la. Por intuição se entende aquela espécie de entendimento com que se sente o que está além do símbolo, sem que se veja.

A terceira é a inteligência. A inteligência analisa, decompõe, reconstrói noutro nível o símbolo; tem, porém, que fazê-lo depois que, no fundo, é tudo o mesmo. Não direi erudição, como poderia no exame dos símbolos, é o de relacionar no alto o que está de acordo com a relação que está embaixo. Não poderá fazer isso se a simpatia não tiver lembrado essa relação, se a intuição não a tiver estabelecido. Então a inteligência, de discursiva que naturalmente é, se tornará analógica, e o símbolo poderá ser interpretado.

A quarta é a compreensão, entendendo por esta palavra o conhecimento de outras matérias, que permitam que o símbolo seja iluminado por várias luzes, relacionado com vários outros símbolos, pois que, no fundo, é tudo o mesmo. Não direi erudição, como poderia ter dito, pois a erudição é uma soma; nem direi cultura, pois a cultura é em síntese; e a compreensão é uma vida. Assim, certos símbolos não podem ser bem entendidos se não houver antes, ou ao mesmo tempo, o entendimento de símbolos diferentes.

A quinta é menos definível. Direi talvez, falando a uns, que é graça, falando a outros que é a mão do Superior Incógnito, falando a terceiros, que é o Conhecimento e Conversação do Anjo da Guarda, entendendo cada uma destas coisas, que são a mesma da maneira como as entendem aqueles que delas usam, falando ou escrevendo.

Eu sei ler as estrelas!

Eu sei ler as estrelas!

Próspero, o duque de Milão à sua filha, Miranda em "A Tempestade".

Próspero, o duque de Milão à sua filha, Miranda em "A Tempestade".

Sobre A Metafísica - Rainha das Ciências - A Hécuba kantiana: * A S T R O L O G I A *

Aristóteles: "Este mundo está ligado duma maneira necessária aos movimentos do mundo superior. Todo o poder no nosso mundo é governado por estes movimentos" . (Tratado do Céu)

São Tomás de Aquino: "Os corpos celestes são a causa de tudo o que se produz neste mundo sublunar, agem indiretamente sobre as ações humanas, mas nem todos os efeitos que produzem são inevitáveis". (Suma, quest. XV, art. 5 e vol.III, pp. 2-29)

Dante: "Os astros são, de fato, a causa primeira de vossas ações, mas haveis recebido uma luz que vos permite distinguir o bem do mal, e uma vontade livre que, após ter começado a lutar contra os astros, de tudo triunfa se for bem dirigida". (Purgatório, XVI, 73)

Tycho-Brahé: "O homem contém em si uma influência bem maior do que a dos astros; superará as influências se viver segundo a justiça, mas, se seguir as suas tendências cegas, se descer à classe dos brutos e dos animais, vivendo com eles, o rei da natureza já não comanda, é comandado pela natureza".

Kepler: "Vinte anos de estudos práticos convenceram o meu espírito rebelde da realidade da astrologia".

Goethe: "Vim ao mundo em Franco forte-sobre-o-Meno a 28 de Agosto de 1749, ao soar a última badalada do meio-dia. A constelação era feliz, o Sol estava no signo da Virgem; Júpiter e Vênus formavam com ele bons aspectos; Mercúrio não era desfavorável, Saturno e Marte eram neutros; só a Lua, cheia nesse dia, exercia a força da sua reverberação tanto mais poderosa quanto a sua hora planetária havia começado. Opôs-se, portanto, ao meu nascimento até que essa hora passou. Estes bons aspectos, mais tarde altamente apreciados pelos astrólogos, serão sem dúvida a razão por que fiquei vivo, pois, pela incúria da parteira, julgaram que estava morto quando vim ao mundo, e só depois de numerosos esforços vi a luz". (Poesia e Verdade, cap. I).

Balzac: "A Astrologia é uma ciência imensa e que reinou nas mais altas inteligências".

C.G. Jung: "Se as pessoas cuja instrução deixa a desejar têm julgado que podem fazer troça da astrologia, considerando-a como uma pseudociência há muito liquidada, essa astrologia, remontando das profundezas da alma popular, volta hoje a apresentar-se às portas das nossas universidades, que deixou há três séculos". (Seelenprobleme derGegenwart, p. 241)

André Breton: "É (a astrologia) para mim uma dama muito alta, muito bela e vinda de tão longe que não pode deixar de encantar-me. No mundo puramente físico, não vejo outra cujas qualidades possam rivalizar com as suas. Parece-me, além disso, guardar um dos mais altos segredos do mundo. É pena que hoje – pelo menos para o vulgo – reine no seu lugar uma prostituta". (Atrologie moderne, nº 12, Outubro de 1954)

Claude Lévi-Strauss: "Os antigos construíram um sistema, e esse sistema, a partir do momento em que foi construído, mostrou-se operante e fecundo, pois o homem só pode pensar com sistemas. A astrologia foi um grande sistema, pois ajudou o homem a pensar durante milênios". (L'Astrologue, nº 9)

Lucien Malavard (Prof. De Ciências na Sorbonne): "Penso que os antigos fizeram de certo modo ciências humanas avant lalettre por meio da astrologia: elaboraram assim uma classificação dos seres, uma maneira de ver mais claro nos comportamentos humanos. Pela minha parte, sentir-me-ia tentado a situar a astrologia ao lado das ciências humanas, um pouco mais longe...". (L'Astrologue, nº 15)

ASTROLOGIA NÃO É DOGMA DE FÉ (creio/não creio).

Requer conhecimentos básicos de matemática, geometria, mitologia, antropologia, história, psicologia, semiótica, física, astronomia e filosofia pré-socrática.

Conclamar a união de todas essas disciplinas já a torna deveras intrigante!

Ouça entrevista (em áudio) que concedi sobre Astrologia em "Conhecimento Sem Fronteiras", no site da ESDC: http://www.esdc.com.br/

Entrevista em áudio sobre Astrologia

Realizada por Márcia Oshiro com a Profª Luciene Félix


1ª Parte (duração: 10:45)

O que é astrologia?
Quais os pressupostos deste Saber?
Que conhecimento é necessário para decodificar essa linguagem?
O que são os quatro elementos?
O que tem a nos dizer sobre a Era de Aquário?
No que o estudo de um mapa astral pode ajudar as pessoas?
Qual é a informação mais importante de um mapa astral?

2ª Parte (duração: 9:34)
Após o Sol, qual é a segunda informação a ser analisada?
Como descobrir qual é nosso signo Ascendente?
E quem é de Câncer, por exemplo? Errata: Asc. Câncer mesmo é para quem nasce entre 6 e 8hs da manhã
Qual planeta rege qual signo?
Podemos confiar em mapas da internet?
E quanto às interpretações dos mapas astrais da internet?

3ª Parte (duração: 11:25)
Após o Sol, o Ascendente e a Lua, o que deve ser analisado?
Breve resumo do posicionamento de Vênus nos 4 elementos?
E o que seria uma Vênus mal posicionada?
E quanto a localização do planeta Marte num mapa?

4ª Parte (duração: 9:49)
Posicionamento de Marte & Vênus e a vida sexual.
O que é "Trânsito Astrológico"?
Exemplo de Trânsito.
Qual influência do ciclo de lunação?
E quanto a Lua Cheia?

5ª Parte (duração: 13:24)
O grande presente: o benéfico Júpiter!
Interpretação do trânsito de Júpiter/Zeus por Casas.
Em que consiste o sistema de Casas derivadas?
Sobre a arte do divinatio, da advinhação.
Conhecendo "O Segredo" de se auto-conhecer
E quanto ao rebaixamento de Plutão?
És astróloga? Ensinas a ler as estrelas...