Bacharel em Filosofia pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo - PUC-SP
Colunista de Filosofia do jornal jurídico Carta Forense (desde 2006)
Professora de Mitologia Greco-Romana (Galleria Borghese, Roma)
Professora de História do Renascimento (Nettuno e Florença)
Colunista de Astrologia & Arte no Consueloblog (Florença)
e-mail - mitologia@esdc.com.br

Dos 21 aos 28 anos

Ciclos de Evolução - Alexander Ruperti

De 21 a 28 anos - O nível sócio cultural – Escolha da companhia e do próprio tipo de participação social. Estabelecimento da atitude básica para com os frutos do passado pessoal e sócio cultural. Rebelião contra a família e/ou contra a sociedade.

Astrologicamente, este período de 7 anos está ligado à primeira quadratura (ângulo de 90º) minguante de Saturno e à quadratura crescente de Urano, que abre a quarta fase do ciclo uraniano. 

O último aspecto coincide com o esforço para penetrar (quadratura crescente) no mundo profissional, comercial e cultural e se enquadrar, da melhor maneira possível, na vida da comunidade a que o indivíduo pertence.

Por outro lado, o aspecto de Saturno aponta a necessidade do jovem de separar-se do passado (quadratura minguante) e das atitudes que foram baseadas na vida despreocupada, típica dos anos escolares. 

Muitos ideais e objetivos anteriormente mantidos devem agora ser examinados sob uma nova ótica e adaptados às realidades do dia a dia da existência adulta. Para muitas pessoas, isto poderá ser difícil e penoso.

A juventude tende a se apegar às suas atitudes emocionais adolescentes e gostaria de continuar a agir como se a vida fosse um campo para a expressão sem restrições da individualidade, de acordo com desejos estritamente pessoais. Nesta quarta fase do ciclo de vida, são perdidos os últimos vestígios remanescentes da juventude.

As experiências deste período de idade revelam muito claramente as diferenças entre uma quadratura crescente e uma quadratura minguante. A crise descrita por uma quadratura crescente é extrovertida e existe no nível de atividade

Frequentemente ela é acompanhada por uma sensação de entusiasmo e aventura, ou excitação, uma vez que o indivíduo se lança ao encontro das dificuldades que a vida põe no seu caminho e prepara o seu próprio destino de uma maneira objetiva e concreta.

A quadratura crescente de Urano afeta o jovem desta forma e dirige sua atenção para o futuro – para as metas que ele decidirá alcançar. Oportunidades novas e interessantes estão à sua espera, no futuro.

Ao mesmo tempo, a quadratura minguante de Saturno dirige a sua atenção para o lado interior, para uma avaliação do passado, apontando aquelas coisas que devem ser deixadas para trás ou, pelo menos, modificadas e reconsideradas. Ela desafia a romper com hábitos e ideais estabelecidos, o que amiúde é uma tarefa muito difícil.

A crise descrita por esta quadratura minguante é introvertida, exigindo crescimento na maturidade pessoal. Contudo, tais necessidades pessoais só podem ser satisfeitas levando-se em conta as necessidades da sociedade. Deste modo, a lição principal desta quadratura minguante de Saturno consistirá em compreender a necessidade de agir de maneira responsável em todos os tipos de relacionamento, quer sejam interpessoais, quer sejam sociais.

O sucesso do esforço uraniano para abrir um novo caminho como indivíduo dependerá do sucesso que a pessoa obtiver no rompimento, sob a quadratura de Saturno, com as ligações e atitudes do passado; e o sucesso nos relacionamentos, tanto interpessoais quanto sociais, dependerá da força de vontade do indivíduo para alcançar a maturidade psicológica.

A astrologia torna bem claro que o sucesso do indivíduo nos anos posteriores dependerá, quase que inteiramente, da maneira como ele manobra as duas quadraturas que ocorrem entre as idades de 21 a 28 anos.

Vivenciarão oportunidades de saírem do útero psíquico constituído pelas influências paternas e maternas da infância, bem como pelas atitudes emocionais e intelectuais construídas no ego por um determinado ambiente sócio-cultural e econômico. 

Estas atitudes e influências formam as barreiras que impedem a verdadeira experiência da individualidade, e até que a pessoa possa reconhecê-la precisamente como tal, e não confundi-las como o “Eu”, não será capaz de afirmar sua verdadeira individualidade.

Portanto, tudo o que é experimentado na vida antes da idade de28 anos orbita, principalmente, em torno do relacionamento da pessoa com sua família – ou o que quer que possa ter substituído a família.

Uma pessoa deve crescer e descobrir-se – descobrir sua própria verdade e o propósito da sua vida, ao mesmo tempo vivendo dentro do ambiente de uma família. Coincidente, o indivíduo, deve fazer um esforço para emergir da família e separar-se psiquicamente das suas influências predominantes.

Conforme emerge do estado de dependência dos pais e dos padrões familiares, se não física pelo menos espiritualmente, o problema assume uma forma nova e diferente em sua vida. 

Depois da idade de 21 anos, as pessoas geralmente procuram olhar em busca de alguém com quem possam vir a formar suas próprias famílias – preparam-se para um trabalho, casam-se e tem seus próprios filhos.

A maioria das pessoas experimenta esse desejo antes de chegar aos 28 anos de idade, ou pelo menos sabem de que modo desejam organizar suas vidas. Aquilo que acontece depois dos 28 anos até o próximo ponto crítico importante que ocorre na vida, nas proximidades do período entre os 56 e 60 anos de idade, será a consequência das das opções feitas e das atitudes adotadas antes dos 28 anos de idade.

O que deve ser claramente entendido, portanto, é que qualquer coisa que seja feita antes dos 28 anos representará, psicologicamente, os vários recursos adotados no esforço para emergir da matriz familiar e das pressões do ambiente social. A alternativa para isto é um ajustamento passivo – é a aceitação tranquila e a submissão aos padrões familiares e sociais estabelecidos.

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"Sábio é quem em tudo lê". Plotino

"Sábio é quem em tudo lê". Plotino

Entendimento dos Símbolos

Por Fernando Pessoa

Benedictus Dominus Deus noster qui debit nobis signum

O entendimento dos símbolos e dos rituais (simbólicos) exige do intérprete que possua cinco qualidades ou condições, sem as quais os símbolos serão para ele mortos, e ele um morto para eles.


A primeira é simpatia; não direi a primeira em tempo, mas a primeira conforme vou citando, e cito por graus de simplicidade. Têm o intérprete que sentir simpatia pelo símbolo que se propõe interpretar. A atitude cauta, a irônica, a deslocada - todas elas privam o intérprete da primeira condição para poder interpretar.

A segunda é a intuição. A simpatia pode auxiliá-la, se ela já existe, porém não criá-la. Por intuição se entende aquela espécie de entendimento com que se sente o que está além do símbolo, sem que se veja.

A terceira é a inteligência. A inteligência analisa, decompõe, reconstrói noutro nível o símbolo; tem, porém, que fazê-lo depois que, no fundo, é tudo o mesmo. Não direi erudição, como poderia no exame dos símbolos, é o de relacionar no alto o que está de acordo com a relação que está embaixo. Não poderá fazer isso se a simpatia não tiver lembrado essa relação, se a intuição não a tiver estabelecido. Então a inteligência, de discursiva que naturalmente é, se tornará analógica, e o símbolo poderá ser interpretado.

A quarta é a compreensão, entendendo por esta palavra o conhecimento de outras matérias, que permitam que o símbolo seja iluminado por várias luzes, relacionado com vários outros símbolos, pois que, no fundo, é tudo o mesmo. Não direi erudição, como poderia ter dito, pois a erudição é uma soma; nem direi cultura, pois a cultura é em síntese; e a compreensão é uma vida. Assim, certos símbolos não podem ser bem entendidos se não houver antes, ou ao mesmo tempo, o entendimento de símbolos diferentes.

A quinta é menos definível. Direi talvez, falando a uns, que é graça, falando a outros que é a mão do Superior Incógnito, falando a terceiros, que é o Conhecimento e Conversação do Anjo da Guarda, entendendo cada uma destas coisas, que são a mesma da maneira como as entendem aqueles que delas usam, falando ou escrevendo.

Eu sei ler as estrelas!

Eu sei ler as estrelas!

Próspero, o duque de Milão à sua filha, Miranda em "A Tempestade".

Próspero, o duque de Milão à sua filha, Miranda em "A Tempestade".

Sobre A Metafísica - Rainha das Ciências - A Hécuba kantiana: * A S T R O L O G I A *

Aristóteles: "Este mundo está ligado duma maneira necessária aos movimentos do mundo superior. Todo o poder no nosso mundo é governado por estes movimentos" . (Tratado do Céu)

São Tomás de Aquino: "Os corpos celestes são a causa de tudo o que se produz neste mundo sublunar, agem indiretamente sobre as ações humanas, mas nem todos os efeitos que produzem são inevitáveis". (Suma, quest. XV, art. 5 e vol.III, pp. 2-29)

Dante: "Os astros são, de fato, a causa primeira de vossas ações, mas haveis recebido uma luz que vos permite distinguir o bem do mal, e uma vontade livre que, após ter começado a lutar contra os astros, de tudo triunfa se for bem dirigida". (Purgatório, XVI, 73)

Tycho-Brahé: "O homem contém em si uma influência bem maior do que a dos astros; superará as influências se viver segundo a justiça, mas, se seguir as suas tendências cegas, se descer à classe dos brutos e dos animais, vivendo com eles, o rei da natureza já não comanda, é comandado pela natureza".

Kepler: "Vinte anos de estudos práticos convenceram o meu espírito rebelde da realidade da astrologia".

Goethe: "Vim ao mundo em Franco forte-sobre-o-Meno a 28 de Agosto de 1749, ao soar a última badalada do meio-dia. A constelação era feliz, o Sol estava no signo da Virgem; Júpiter e Vênus formavam com ele bons aspectos; Mercúrio não era desfavorável, Saturno e Marte eram neutros; só a Lua, cheia nesse dia, exercia a força da sua reverberação tanto mais poderosa quanto a sua hora planetária havia começado. Opôs-se, portanto, ao meu nascimento até que essa hora passou. Estes bons aspectos, mais tarde altamente apreciados pelos astrólogos, serão sem dúvida a razão por que fiquei vivo, pois, pela incúria da parteira, julgaram que estava morto quando vim ao mundo, e só depois de numerosos esforços vi a luz". (Poesia e Verdade, cap. I).

Balzac: "A Astrologia é uma ciência imensa e que reinou nas mais altas inteligências".

C.G. Jung: "Se as pessoas cuja instrução deixa a desejar têm julgado que podem fazer troça da astrologia, considerando-a como uma pseudociência há muito liquidada, essa astrologia, remontando das profundezas da alma popular, volta hoje a apresentar-se às portas das nossas universidades, que deixou há três séculos". (Seelenprobleme derGegenwart, p. 241)

André Breton: "É (a astrologia) para mim uma dama muito alta, muito bela e vinda de tão longe que não pode deixar de encantar-me. No mundo puramente físico, não vejo outra cujas qualidades possam rivalizar com as suas. Parece-me, além disso, guardar um dos mais altos segredos do mundo. É pena que hoje – pelo menos para o vulgo – reine no seu lugar uma prostituta". (Atrologie moderne, nº 12, Outubro de 1954)

Claude Lévi-Strauss: "Os antigos construíram um sistema, e esse sistema, a partir do momento em que foi construído, mostrou-se operante e fecundo, pois o homem só pode pensar com sistemas. A astrologia foi um grande sistema, pois ajudou o homem a pensar durante milênios". (L'Astrologue, nº 9)

Lucien Malavard (Prof. De Ciências na Sorbonne): "Penso que os antigos fizeram de certo modo ciências humanas avant lalettre por meio da astrologia: elaboraram assim uma classificação dos seres, uma maneira de ver mais claro nos comportamentos humanos. Pela minha parte, sentir-me-ia tentado a situar a astrologia ao lado das ciências humanas, um pouco mais longe...". (L'Astrologue, nº 15)

ASTROLOGIA NÃO É DOGMA DE FÉ (creio/não creio).

Requer conhecimentos básicos de matemática, geometria, mitologia, antropologia, história, psicologia, semiótica, física, astronomia e filosofia pré-socrática.

Conclamar a união de todas essas disciplinas já a torna deveras intrigante!

Ouça entrevista (em áudio) que concedi sobre Astrologia em "Conhecimento Sem Fronteiras", no site da ESDC: http://www.esdc.com.br/

Entrevista em áudio sobre Astrologia

Realizada por Márcia Oshiro com a Profª Luciene Félix


1ª Parte (duração: 10:45)

O que é astrologia?
Quais os pressupostos deste Saber?
Que conhecimento é necessário para decodificar essa linguagem?
O que são os quatro elementos?
O que tem a nos dizer sobre a Era de Aquário?
No que o estudo de um mapa astral pode ajudar as pessoas?
Qual é a informação mais importante de um mapa astral?

2ª Parte (duração: 9:34)
Após o Sol, qual é a segunda informação a ser analisada?
Como descobrir qual é nosso signo Ascendente?
E quem é de Câncer, por exemplo? Errata: Asc. Câncer mesmo é para quem nasce entre 6 e 8hs da manhã
Qual planeta rege qual signo?
Podemos confiar em mapas da internet?
E quanto às interpretações dos mapas astrais da internet?

3ª Parte (duração: 11:25)
Após o Sol, o Ascendente e a Lua, o que deve ser analisado?
Breve resumo do posicionamento de Vênus nos 4 elementos?
E o que seria uma Vênus mal posicionada?
E quanto a localização do planeta Marte num mapa?

4ª Parte (duração: 9:49)
Posicionamento de Marte & Vênus e a vida sexual.
O que é "Trânsito Astrológico"?
Exemplo de Trânsito.
Qual influência do ciclo de lunação?
E quanto a Lua Cheia?

5ª Parte (duração: 13:24)
O grande presente: o benéfico Júpiter!
Interpretação do trânsito de Júpiter/Zeus por Casas.
Em que consiste o sistema de Casas derivadas?
Sobre a arte do divinatio, da advinhação.
Conhecendo "O Segredo" de se auto-conhecer
E quanto ao rebaixamento de Plutão?
És astróloga? Ensinas a ler as estrelas...