Bacharel em Filosofia pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo - PUC-SP
Colunista de Filosofia do jornal jurídico Carta Forense (desde 2006)
Professora de Mitologia Greco-Romana (Galleria Borghese, Roma)
Professora de História do Renascimento (Nettuno e Florença)
Colunista de Astrologia & Arte no Consueloblog (Florença)
e-mail - mitologia@esdc.com.br

JÚPITER nas Casas


Neste 2017, Júpiter transitará sobre o signo de Libra (até outubro), favorecendo casamentos, uniões, parcerias, sociedades e demais tipos de associações.

Para saber sobre as áreas de vida compreendidas pelas 12 Casas astrológicas, clique acima na Página intitulada: "As 12 Casas Astrológicas". 

Para se aprofundar ainda mais sobre em qual esfera da vida (Casas astrológicas, de 1 a 12) ocorrerá toda essa Boa Fortuna, a sorte, verifique em seu próprio mapa natal em qual Casa astrológica está o signo de Libra e confira abaixo onde haverá SUA expansão, benevolência e abundância.

Qualquer dúvida, é só me escrever: mitologia@esdc.com.br

Júpiter na 1ª Casa

Acompanhado de rufar de tambores e fanfarra, Júpiter na 1ª Casa entra em cena. O posicionamento por casa de Júpiter indica onde estamos abertos para inspirações mais altas.

Quem tem Júpiter na 1ª Casa, a do self, é um filósofo natural que espera responder a algumas das “grandes” questões da existência.

Em tudo que fazem tem a habilidade de inspirar e semear nova vida e interesse, atirando-se em algo com grande entusiasmo inicial. Às vezes são importantes pensadores sociais, educacionais ou religiosos, enquanto outros com este posicionamento jogam o lado mais esportivo de Júpiter, vivendo como aventureiros ou jogadores.

Alguns fazem a moda, vestindo os últimos lançamentos e sendo vistos em todos os lugares em evidência. Há também os Júpiter amantes da natureza, que escalam montanhas para apreciar panoramas mais amplos.

Para alguns, o mundo é o seu parque de diversões e eles andam de um lado para o outro encontrando pessoas, compartilhando o que trazem e depois continuando suas andanças.

Se entendemos um planeta numa casa como indicando a melhor maneira de encontrar a vida nessa área, então quem tem Júpiter na 1ª Casa deveria tentar expandir-se em associação com o signo em que ele se encontra. Por exemplo, Júpiter em Peixes deveria explorar maneiras de abrir os sentimentos; Júpiter em Aquário cresce ao expandir seu conhecimento e Júpiter em Leão aumentando sua capacidade de autoexpressão.

Enquanto Júpiter na 1ª Casa quer seguir adiante, mais rapidamente e procura metas mais imediatas, aspectos de Júpiter podem indicar outras partes da personalidade que seguram a pessoa ou prejudicam o progresso.

Provavelmente, é bem melhor para elas ver a vida como se fosse uma jornada, mesmo quando tem de entrar numa marcha mais lenta do que a que gostariam de adotar.

Em alguns casos, um inflado sentido de identidade é um dos perigos desse posicionamento. Acreditando de forma inata que tem muito de valor expansivo e merecido a oferecer, há os que tem Júpiter na 1ª Casa que não conseguem guardar nada.

Uma opinião exagerada a respeito de si mesmos pode levá-los a se superar e ir além de suas capacidades. Às vezes, acontece uma maravilhosa visão ou inspiração, mas não existe concentração e disciplina suficientes para chegar a uma conclusão. Por quererem tanto livrar-se de qualquer restrição, eles podem ir pelo lado mais fácil quando o caminho começa a ficar mais duro.

Se Júpiter está bem aspectado, é provável que a atmosfera da primeira infância tenha sido condutiva ao crescimento e a um positivo autodesenvolvimento, aumentando sua criatividade e jovialidade.

Às vezes indica viagens ou muitas mudanças de residência enquanto jovem. Uma vez que a tendência de Júpiter é inflar e expandir, o peso pode algumas vezes ser um problema para essas pessoas. 


Júpiter na 2ª Casa


Quem tem Júpiter na 2ª Casa ode tentar expandir seus recursos e posses como maneira de conseguir mais alegria e preenchimento da vida. Levado a extremos, poderia significar o deus Mammon sendo adorado como o tudo e o fim da existência, ou um valor religioso outorgado ao sucesso monetário e material.

Há os que tendem a encarar o dinheiro e as posses como um símbolo de seu próprio valor. Alguns objetos podem ser valorizados porque inspiram, comunicam ou simbolizam algo significativo para eles.

O sistema de valores em geral (2ª Casa) pode estar ligado a suas crenças filosóficas e religiosas (Júpiter). Alguns com este posicionamento percebem o toque de Deus em todas as manifestações da natureza, delineamentos dos modelos subjacentes e leis expressas no mundo.

O instinto de aquisição é elevado para os que tem Júpiter nesta casa e com tão fortes motivações que eles geralmente tem sucesso no campo material. No entanto, tudo o que é ganho é gasto tão depressa como veio.

Embora normalmente generosos, aspectos tensos de Júpiter sugerem esbanjamento de dinheiro e posses, ou uma tendência a investir mal e impensadamente. Mas, se tiverem de cair de cara no chão, geralmente tem a habilidade de “levantar” dinheiro mais uma vez – justamente quando estão mais “por baixo e por fora”, aparece uma oportunidade para salvá-los.

A 2ª Casa representa aquilo que constitui a segurança para nós. Com Júpiter nesta posição, a segurança pessoal poderia ser imaginada através da abundância no plano material; enquanto para outros com este posicionamento, segurança pode significar possuir maiores conhecimentos ou crenças religiosas.
Paradoxalmente, alguns podem sentir-se mais seguros se souberem que a qualquer momento estão livres para se levantar e sair. Recursos inatos incluem um entusiasmo natural, habilidade para inspirar outras pessoas e capacidade de divulgar o significado prático da vida.

O desejo é forte e essas pessoas normalmente tendem a acreditar que existem justificativas “mais elevadas” para terem aquilo que querem urgentemente. Por isso não se sentem culpados demais satisfazendo seus intermináveis apetites.

Dinheiro poderia ser ganho através de métodos jupiterianos, tais como ensinar, viajar, aplicar as leis, comércio de importação e exportação, expansão religiosa, etc.


Júpiter na 3ª Casa



Na 3ª Casa, Júpiter tem muito a dizer. Na melhor das hipóteses, a energia e a inspiração que aparece em pensamentos ou palavras pode ser comunicada e canalizada para os outros, que são então “incendiados”, estimulados e expandidos por aquilo que os que tem Júpiter nesta casa querem compartilhar ou tornaram acessível.

Na pior das hipóteses, eles ficam falando sem parar, mais preocupados com a quantidade do que tem a dizer do que com a qualidade, fazendo uma pausa aqui e ali para saborear a maravilha do gênio de suas descobertas.

Júpiter na 3ª Casa também expande a mente. Uma vez que isso confere uma enorme abundância de pensamento sobre qualquer assunto ou uma mente que está literalmente em tudo, também confere uma sabedoria bastante grande para enquadrar qualquer pequeno acontecimento que ocorre à sua volta num enquadramento ou numa perspectiva bem mais amplos.

Mesmo quando enfocados em algo específico, eles não perdem a ideia do que está acontecendo por trás disso e ao seu redor. Alguns podem ler um livro apressadamente pensando que quanto mais rápido acabem de ler esse livro mais cedo poderão ler o próximo.

Por outro lado, outros acham que apenas uma sentença é o bastante para transportá-los numa jornada para outros mundos – eles nunca terminam o livro que estão lendo. Da mesma maneira, pode haver uma tendência para “ler demais” naquilo que outra pessoa fala ou diz, e acabam fazendo um monte Olimpo de um moinho.

Uma das principais preocupações de Júpiter é encontrar a maior realização. Na 3ª Casa, o conhecimento pode ser adorado como um Deus que lhes oferece sempre mais alegria e domínio sobre a vida, inclinando os que tem esse posicionamento a exibir uma necessidade quase insaciável para aprender.

Algumas vezes esta posição é tomada como “o eterno estudante”. Para eles, a vida é um imenso quebra-cabeças, e quanto mais peças conseguem encaixar umas nas outras, melhor. Cada vez que duas peças se encaixam, uma espécie de orgasmo mental é vivido. Alguns acham que tem de dar a volta ao mundo dezesseis vezes para conseguir algum conforto, enquanto outros aprendem mais cedo ou mais tarde que é suficiente e pode acontecer entre a porta de casa e a agência de viagens mais próxima.

Uma vez que quem tem Júpiter na 3ª Casa é expandido pelo que quer que esteja à sua volta, este posicionamento normalmente indica um bom relacionamento com irmãos, vizinhos etc. Às vezes, há grande número de tios, cunhados, sogros, etc. No entanto, aspectos difíceis de Júpiter podem manifestar uma forte rivalidade entre parentes ou a adoração como herói de um irmão mais velho ou de uma irmã, e um futuro desapontamento se o que se esperava dele era demais.

Pessoas que viajaram ou trocaram de residência muitas vezes na infância e na adolescência também tem este posicionamento de Júpiter. Em geral, a primeira escolaridade não é considerada muito chata, mas até bem-vinda como uma oportunidade para ampliar os horizontes além daquilo que a família já ofereceu.

Escrever, ensinar, proferir palestras, estudar, viajar e o conhecimento de línguas deveriam ser encorajados.

Júpiter na 4ª Casa


Em primeiro lugar a escondida e insular 4ª Casa parece um domínio doentio 
para o deus dos céus, Júpiter. No entanto, fiel à sua natureza, ele consegue fazer uma vida até bastante confortável para si mesmo nesta esfera – contanto que sua vida caseira não o restrinja em demasia.

Já vi muitos mapas com Júpiter na 4ª nos quais as pessoas nasceram em famílias aristocráticas ou tinham alguns poucos antecessores conhecidos. Através da linhagem familiar paterna, há, às vezes, a influência de uma cultura estrangeira no sangue. Mas mesmo que não se possam proclamar descendentes de Luís XVI, do último Czar da Rússia ou do rei dos ciganos, eles herdam uma natureza religiosa, filosófica ou ambulante pelo seu ambiente ou pelas condições de sua primeira infância.

Como o gênio da garrafa, residindo profundamente dentro daqueles que tem Júpiter na 4ª está um poderoso e expansivo espírito esperando para ser libertado.

Eles conseguem investir grande quantidade de energia em estabelecer o lar de seus sonhos, mas fariam melhor em verificar se há bastante lugar para satisfazer sua necessidade de espaço. Muitas vezes beneficiam-se em não viver dentro de cidades muito populosas e em espaços mais naturais e abertos do interior, onde a vista não é obstruída (eu sempre os imagino morando num rancho campestre).

Alguns podem viajar de país para país procurando seu lar espiritual. Em vez de ansiarem por reconhecimento público ou profissional, podem se devotar ao trabalho da alma e ao crescimento interior.

Uma mulher que conheço com Júpiter em Sagitário na 4ª Casa é um bom exemplo para este posicionamento: nascida num lar aristocrático e lady por nascimento, ela hoje vive numa comunidade espiritualista no Canadá. Primeiro, presa entre os valores de sua família e aqueles pregados por seu guru, ela dividia-se entre chás em festas da aristocracia e a lavagem de panelas na comunidade do guru. Porém, mais tarde ela percebeu que o melhor destes dois mundos separados tinha algo a oferecer um ao outro. Trouxe para sua família um novo sentido espiritual e para seus colegas discípulos uma ajuda que lhes permite formar uma ideia mais sólida dos valores terrenos da tradição inglesa.

Júpiter na 4ª Casa pode colorir o relacionamento paternal. Em alguns casos, o pai é confundido com a imagem de Deus: ele é visto como nobre, majestoso e maior que a vida. Refletindo algumas outras qualidades de Zeus, o pai pode ser vivenciado como uma figura promissora repleta de potencial e inspiração, mas com um incorrigível olho errante e um saco cheio de raposas selvagens.

Algumas vezes, o pai irá surpreender o lado jupiteriano de sua natureza para poder prover o tipo de estrutura e segurança que é esperada dele; neste caso, a criança com este posicionamento pode crescer com uma irresistível necessidade de realizar aquilo que o pai não realizou.

Se Júpiter na 4ª Casa está bem aspectado, há um otimismo e uma fé inatos na vida que aparecerão mais à medida em que a pessoa dor amadurecendo.
Geralmente promete uma idade avançada repleta de muitos interesses e ocupações. Seus contemporâneos poderão já ter pendurado as chuteiras enquanto Júpiter na 4ª Casa ainda continua bem vivo e de olho no progresso.

Com Sagitário no Fundo-do-Céu há normalmente a tentativa de construir a vida dentro de um claro quadro moral e filosófico. Às vezes, eles viajam na infância ou crescem numa família religiosa. Se a vida chega a um ponto morto, eles conseguem se renovar através de grandes atos de fé ou vislumbrando novas metas rumo às quais se lançam.


Júpiter na 5ª Casa



William Blake, um sagitariano com Sol em conjunção com Júpiter na 5ª Casa escreveu que “a estrada do excesso leva ao palácio da sabedoria”. Para quem tem esse posicionamento, mais é bem melhor do que o bastante.

A 5ª Casa sempre gosta de se expressar, mas com Júpiter nesta posição isso tem de ser feito com audácia e fogos de artifício. Através de qualquer forma de autoexpressão criativa, quem tem Júpiter na 5ª Casa adentra algo mais espaçoso, talvez fazendo de sua própria criatividade uma réplica do sentido da própria criação divina. Em outras palavras, sendo criativos, encontram Deus em si mesmos.

A 5ª Casa é a casa da brincadeira e ninguém brinca como Júpiter. É quase impossível que um recinto de areia seja bastante grande (a praia de Malibu seria melhor), mas seus castelos de areia tem de ser maiores e mais imaginativos que o do garoto ao lado.

Bem diferente de Marte, que o tiraria de dentro do recinto de areia se você atravessasse seu caminho, Júpiter na 5ª Casa mostra-se até disposto a cooperar com os coleguinhas, desde que seja ele o dono do espetáculo. Afinal, seu ponto de vista é realmente o mais interessante e desde que ele goste, tem de ser o melhor para todos. Mesmo quando um amigo lhe dá uma ideia ou duas, Júpiter irá ampliá-las e elaborá-las até que sejam inteiramente suas.

Quem tem esse posicionamento não deve ter problemas em preencher sua vida com hobbies e saídas artísticas julgadas excitantes e satisfatórias, contanto que fiquem com elas o tempo suficiente para adquirir um bom grau de conhecimento. Eles gostam de se testar contra a vida e, às vezes, há um gosto por esportes, aventura, jogos de azar e jogos na Bolsa de Valores. Para que se sintam mais vivos, cada novo desafio tem de ser um pouco maior que o anterior.

Com Júpiter na 5ª Casa é evidente um gosto pelas perseguições amorosas. Naturalmente romântico, ele procura saídas em relacionamentos e casos. O caso em questão é o príncipe Andrew, com Júpiter em Sagitário nesta casa, que entre um voo de helicóptero e outro, persegue atrizes, adorando novas aventuras, e despista os repórteres como um bom equivalente moderno de Zeus.

No entanto, se Júpiter estiver mal aspectado, suas perspectivas com relação aos assuntos da 5ª Casa podem ser prejudicadas por sua própria subjetividade, excitação e entusiasmo em excesso.

Normalmente, este posicionamento indica um bom relacionamento com crianças, que crescem com uma perspectiva filosófica ou espiritual ou um forte desejo de ampliar seus horizontes em viagens e aventuras. Alguns pais com este posicionamento podem projetar nos filhos essa ansiedade não vivida e as aventuras não acontecidas. 

Em certos casos, isso pode encaminhar a criança para maiores realizações, enquanto em outros, na tentativa de ser uma pessoa independente, a criança vai ter de desfazer alguns dos ideais paternos. De qualquer maneira, o relacionamento pais/filhos em geral sobrevive intacto.

Júpiter era considerado o protetor do povo e é interessante notar que a princesa Anne, a patronesse do Fundo de Salvamento de Crianças nasceu com Júpiter em peixes na 5ª Casa (Júpiter rege os cavalos, e as habilidades equestres também são mostradas por este posicionamento).


Júpiter na 6ª Casa


Júpiter pode parecer meio constrangido, na 6ª Casa da saúde, aos ajustamentos, à necessidade e ao funcionamento das coisas mundanas, mas, sem se preocupar com o que faz com seu tempo, ele sempre tenta fazer algo significativo.



Quem tem Júpiter nessa casa procura (ou deveria procurar) uma experiência significativa na vida através do trabalho e do serviço prestado a outros. A autopurificação e o aprimoramento de suas habilidades propicia-lhes um maior sentido de bem-estar e satisfação.


Como na 3ª Casa, Júpiter pode manifestar-se de várias maneiras. Com o intuito de fazer o máximo para si mesmos e para os outros, alguns podem correr de uma tarefa para outra a fim de passar rapidamente para a próxima.

Outros, no entanto, se aplicarão a qualquer pequeno trabalho com a maior diligência e concentração. Como na tradicional cerimônia japonesa do chá um detalhe mínimo pode assumir uma importância cósmica.

Terão orgulho em sua profissão e geralmente demonstram muita energia que os ajuda na situação de empregados. Embora Júpiter esteja pronto a acreditar que essa é a melhor maneira de fazer as coisas, eles normalmente mantêm um bom relacionamento com seus colegas de trabalho.

Este posicionamento pode indicar um trabalho de natureza jupiteriana – envolvendo viagens, relações públicas, atividades educacionais, arte promocional, cultura, esportes, religião, etc.

Alguns tendem a arrumar tantos afazeres na vida que não terão nenhum tempinho para cuidar do corpo. Outros, entretanto, podem ser obcecados com a saúde ou em fazer do corpo um melhor invólucro para o espírito.

Estas pessoas dispõem-se a fazer qualquer nova dieta, técnica ou exercício que lhes prometa o céu na Terra. Na verdade, o dia inteiro pode ser tomado por essas atividades: levantar às sete, fazer seis respirações profundas para limpeza dos brônquios, uma caminhada de dois quilômetros, chuveiro quente e frio alternado, um pouco de ioga, meditação e depois um lanche de farelo de trigo, grapefruit e uma noz.

Embora Júpiter na 6ª seja normalmente associado com excesso de comida e bebida, observei os extremos de Júpiter operando ao contrário: depois de grandes banquetes, a pessoa com esta posição pode passar uma semana inteira comendo só uvas, por exemplo.

Em muitas ocasiões encontrei Júpiter na 6ª Casa em mapas de pessoas que desenvolveram um câncer, mas que em boa proporção conseguiram superar a doença.

Por natureza, este planeta representa “produção em excesso” e, nestes casos, são as células no corpo que proliferam. Há uma relação íntima entre a mente e o corpo, ou entre a psique e o soma, e qualquer planeta na 6ª Casa tem influência nessa engrenagem. Por exemplo, se gasta tempo demais servindo aos outros, um ressentimento oculto poderia levar uma pessoa a se perguntar: “Quando vai ser a minha vez?” ou “E eu?”.

A doença pode ser a única maneira que a pessoa encontra para justificar a atração de alguma atenção para si. Júpiter nos pede para crescer, nos expandir e nos desenvolver em diferentes áreas de nossa vida e se por alguma razão evitamos fazer isso, então as células do corpo podem assumir o compromisso por nós, começando a crescer e a se expandir.

Felizmente, não é difícil para pessoas com Júpiter na 6ª Casa entenderem simbolicamente a doença e vê-la no contexto de suas vidas como um todo. Na procura da cura, elas fazem alterações significativas e mudanças em seu modo e filosofia de vida.

Quem tem Júpiter na 6ª pode ser o tipo de pessoa que inspira outras a participarem mais positivamente em seu próprio benefício. Contrastando com isso, um Júpiter mal aspectado de 6ª Casa é, às vezes, um indício de que esse tipo de pessoa adoece nas férias ou em viagens ao exterior.


Júpiter na 7ª Casa

Examinando a vida marital de Zeus, vamos tentar entender como Júpiter atua na 7ª Casa. Ele teve alguns casamentos antes de se estabelecer (e só um modo de dizer) com Hera (Juno), a esposa oficialmente associada à sua soberania.

Uma das lendas conta a história de sua corte da seguinte maneira: o inverno já ia pela metade quando Zeus apareceu diante de Hera na forma de um cuco. O pássaro estava tão gelado que ela o colocou em seu colo para aquecê-lo. Neste momento, Zeus, doido para tirar vantagem de qualquer oportunidade, voltou à sua forma normal. Reticente a princípio, a sagaz Hera finalmente consentiu quando ele prometeu desposá-la. Quem tem Júpiter na 7ª Casa pode recorrer a todo tipo de truques e disfarces para capturar o parceiro escolhido.

O casamento não foi fácil devido aos arroubos apaixonados de Zeus e ao apaixonado ciúme de Hera. A dinâmica muitas vezes se repete nos relacionamentos de quem tem Júpiter nesta casa. Um parceiro tem de ser o crédulo e obediente, enquanto o outro tem a rédea solta.

Às vezes esses papéis se invertem. Nas poucas vezes em que Hera resolveu divertir-se, Zeus imediatamente voltou para casa e se queixou da ausência da esposa. Da mesma maneira, Júpiter na 7ª Casa sofre do clássico dilema da liberdade vigiada. Eles querem a independência para explorar todas as diferentes facetas da vida, mas também querem sua própria segurança.

Em nível arquetípico, o espírito simbolizado por Júpiter anseia por se libertar das restrições da matéria, representada por Hera, mas ainda assim o espírito necessita da matéria, através da qual pode se expressar. Para aqueles que tem Júpiter nesta casa, o ideal seria ter parceiros que compartilham e entendem seu anseio por outros interesses fora do relacionamento.

Júpiter na 7ª Casa pode manifestar-se de outras maneiras. Eles tendem a projetar Júpiter no companheiro e a procurar alguém que faça o papel de Deus para eles. Neste sentido, são capazes de orar para quem quer que lhes prometa o mundo e ficam muito desapontados quando apenas recebem algum bônus.

O parceiro pode refletir Júpiter em outros aspectos – ele ou ela pode ser estrangeiro, ter prestígio e influência religiosa ou filosófica, ser perdulário ou um maravilhoso canalha que sempre diz uma coisa e faz outra.

Falando positivamente, o companheiro pode trazer calor, generosidade, boa fé, bens materiais, otimismo e uma expansão de conhecimento da vida de quem tem este posicionamento. Inversamente, a pessoa com Júpiter na 7ª é capaz de devolver essas qualidades e, na maioria das vezes, o relacionamento é benéfico para a vida de ambos. Mesmo quando um relacionamento termina, há uma permanente esperança de outro melhor logo adiante.

Se quem tem Júpiter na 7ª Casa nunca se casa, isso se deve normalmente ao fato de relutar a ficar preso e perder alternativas.

A 7ª Casa descreve nossa relação com a sociedade em geral. Júpiter nesta posição favorece a interação social e comum com um significado natural para aumentar e expandir os horizontes da vida. Bem aspectado, Júpiter nesta casa inclina ao sucesso em assuntos legais.


Júpiter na 8ª Casa

Júpiter na 8ª Casa pode ser traduzido literalmente como uma expansão com o dinheiro dos outros. Uma mulher que eu conheço, que tem Júpiter em Leão (conjunção Plutão) na 8ª, trabalhava como dançarina numa discoteca de Hollywood no início da década de 70. Um milionário que se fez sozinho, de meia-idade, assíduo frequentador do clube, interessou-se paternalmente por ela. Nunca houve sexo entre os dois, mas o sujeito comprou para ela uma linda casa num dos bairros chiques da cidade. Júpiter protege e nos ajuda em qualquer casa que se encontre. No caso da 8ª Casa, ele faz isso através dos recursos alheios.

Júpiter na 8ª Casa pode indicar um casamento financeiramente interessante, bons sócios em negócios, legados através de heranças e um fiscal de rendas com o qual se joga golfe regularmente e ao qual se permite ganhar algumas partidas.

Se Júpiter não estiver muito mal aspectado, quem tem esse posicionamento pode confiar na própria sensibilidade para futuras transações no mercado e seguir com sucesso qualquer intuição a respeito da direção que uma especulação ou um acontecimento vai tomar.

De uma forma menos mundana, pessoas com Júpiter na 8ª procuram a expansão e um maior significado na vida partilhando e trocando o que tem, aquilo em que acreditam e a que dão valor com aquilo que outras pessoas tem e consideram de valor sentimental.

Eles conseguem, às vezes, vislumbrar uma espécie de verdade ou beleza em outra pessoa, que os outros poderão nunca perceber. Naturalmente, haverá pessoas que corresponderão à abertura e à fé de Júpiter sentindo-se relaxadamente confortáveis junto a ele e deixando-se ir com ele.

Com Júpiter na casa natural de Escorpião, o companheirismo pode ser tomado como uma forma de transcender as fronteiras e as autolimitações individuais. Para Júpiter, a intimidade sexual pode ser entendida simbolicamente, como duas pessoas se unindo para se tornar algo maior do que cada uma é individualmente.

No entanto, maus aspectos de Júpiter tendem a mostrar um excesso de apetite sexual e um certo don-juanismo, uma constante necessidade de novas experiências nesta área. Por outro lado, tenho visto aspectos difíceis de Júpiter na 8ª Casa revelarem uma pessoa com problemas para conciliar suas crenças filosóficas e religiosas com suas ansiedades sexuais.

Júpiter nesta casa também pode ter tão grandes expectativas do que deveria ser o sexo que as pessoas com esta posição ficam desapontadas se a cada vez que fazem amor não ouvem os sininhos tocar em seus ouvidos nem as montanhas se movem.

Na 8ª Casa, Júpiter procura significado no que está oculto, em tabus ou mistérios, e suas crenças religiosas e filosóficas podem ser matizados pela metafísica e pelo ocultismo. Eles vão abrir certas portas que outros preferem deixar fechadas apenas para indagar se a resposta não se encontra bem ali atrás delas.

Períodos de crises e transições são em geral suportados com boa vontade, muitas vezes trazendo à tona sua confiança e otimismo inatos. Uma crise pode ser vista num contexto mais amplo de toda a vida e entendida como um momento de decisão em potencial ou uma oportunidade para mudar e crescer. Como Peter Pan, eles podem acreditar que mesmo a morte tem de ser uma grande aventura.

Júpiter na 9ª Casa

De acordo com o mito, a primeira mulher de Júpiter foi Métis, a deusa da Sabedoria. Ela estava grávida de Atena quando Zeus (Júpiter) recebeu a advertência de que seria destronado por qualquer filho seu com Métis. Para resguardar a si próprio, ele devorou Métis e a criança que ela concebia.

Como diz o ditado, “somos aquilo que comemos”; neste contexto, Zeus veio a personificar a suprema Sabedoria em si mesmo. Mais tarde, depois de uma terrível dor de cabeça, ele deu à luz a Atena, e ela tornou-se não só uma de suas filhas favoritas como também a deusa da Sabedoria a que tinha direito.

A história nos oferece ideias de como Júpiter pode funcionar melhor na 9ª Casa, a sua casa e o domicílio natural de Sagitário. Métis, a primeira deusa da Sabedoria, é uma ameaça e não tem permissão para dar nascimento a nada. Só quando ela volta para o self – isto é, quando é digerida, pensada e repensada – Júpiter pode, na 9ª Casa, dar á luz maior sabedoria na qual esteja a salvo para amar e permitir a existência.

Em outras palavras, com Júpiter na 9ª Casa, um pouco de conhecimento não devidamente integrado com o resto da personalidade pode ser uma coisa perigosa. Em casos extremos, algumas pessoas com este posicionamento tendem a pensar que sabem tudo o que é conhecido, e são levadas a justificar o que querem fazer na base do: “Se Deus não queria que eu fizesse isso, não teria posto esses pensamentos na minha cabeça”.

Enfim, quem tem Júpiter em sua casa natural pode ser arrastado por seus próprios pensamentos e adorar fanaticamente sua própria filosofia e religião como uma espécie de lei para si mesmo.

Pelo fato de Zeus ter devorado a Sabedoria, ele a incorporou, e quem tem Júpiter na 9ª também exibe muitas vezes o tipo de conhecimento capaz de atribuir sentido e significado à mais insuportável das agonias pelas quais tenha que passar.

Eles viajam longe em busca de leis e verdades básicas pelas quais guiam sua peregrinação através da vida. Contanto que não se vejam dentro de uma torre de marfim de abstrações mentais, eles vão inspirar outros com suas visões e discernimento.

Quem tem Júpiter nesta posição pode viajar aos recônditos da mente ou mesmo para o espaço, mas o que descobrem é de pouca valia para qualquer um, a não ser que voltem para cá e usem o que aprenderam, na prática.

Junto com a filosofia e a religião, viagens e educação superior devem ser encaradas como maneiras de expandir o conhecimento e encontrar o significado da vida. Faria sentido encorajar uma pessoa com este posicionamento em qualquer uma dessas direções.

Se outros aspectos no mapa ajudam a colocar este Júpiter na Terra, tornam-se excelentes professores, escritores, advogados, diretores ou relações públicas.

Se bem aspectado, um relacionamento benéfico com sogros, cunhados, tios e primos é também sugeridos.


Júpiter na 10ª Casa

Os gregos antigos acreditavam que se Zeus aparecesse a um mortal, vestido em todo seu esplendor e com todos os seus ornamentos, o pobre terráqueo seria transformado em cinzas somente à vista da luminescência do deus.

Da mesma maneira, quem tem Júpiter na 10ª quer ser visto com todo o seu poder, brilhantismo e habilidade de liderança. Quando saem de casa e se expõem à vista do público eles não pretendem passar despercebidos.

É através da carreira, do status e do reconhecimento que procuram significado e realização na vida. Em alguns casos, a própria fama é adorada como algo divino. Muitas vezes alcançam boas posições em profissões bem reputadas, como advocacia, educação, trabalhos em bancos, política, direção de empresas, etc.

Suas carreiras podem incluir viagens e conexões internacionais. Outros podem ser atores ou expoentes religiosos ou filosóficos. A escolha é variada mas, não importa em que ocupação estejam, eles trazem consigo um alto grau de energia e entusiasmo, de visão, de discernimento e a capacidade de organizar os outros.

Trabalham bem com as pessoas, mas provavelmente trabalham melhor quando tem bastante autoridade e espaço onde manobrar. Normalmente querem alcançar certos postos e não encontram muitos obstáculos no caminho para terem sucesso.

A imagem da mãe é refletida por Júpiter nesta casa. Em alguns casos que vi, ela era vivida como dramática e teatral, amante de manipular os outros através de seu drama emocional. Às vezes, ela mostra um enorme interesse por religião e filosofia, o que faz com que não pareça deste mundo.

Ela poderia ser estrangeira ou de família influente ou conhecida. O filho tende a senti-la e a adorá-la como algo maior que a vida, e algumas filhas com esse aspecto podem sentir competição e rivalidade em relação a ela.

Olhando positivamente, a mãe poderia ser uma fonte de inspiração e um guia, com bons conselhos sobre como encarar a vida mesmo sem ser doce demais ou superprotetora. Com esse tipo de mãe, a criança se sente confiante para enfrentar o mundo e aceitar quem tem autoridade em geral.

Sagitário no MC (meio do céu) ou contido na 10ª Casa é semelhante a Júpiter nesta posição.

Júpiter na 11ª Casa

Zeus tinha como tarefa cuidar do bem estar da população. Da mesma maneira, o planeta Júpiter, estendendo nosso conhecimento para além do egocêntrico conceito de Marte, nos lembra de um contexto social mais amplo no qual existimos e temos um papel a desempenhar. A este respeito, Júpiter está bem à vontade na 11ª Casa.

As pessoas oravam a Zeus por ajuda, guia e proteção contra desgraças, e aqueles que tem este posicionamento podem ser encarados pelos amigos ou por grupos com o mesmo tipo de inspiração e proteção.

Inversamente, seus próprios horizontes e a compreensão do significado da vida aumentam e se expandem através do intercâmbio social. Eles podem assumir o papel de um guru, herói ou heroína aos olhos dos amigos ou grupos, ou então ficar esperando que os amigos ou grupos sirvam de proteção e salvação para eles.

Júpiter na 11ª Casa costuma filiar-se a clubes ou organizações que promovam causas humanitárias ou igualitárias, ou que prometam crescimento e expansão para todos os envolvidos. Normalmente, estão sintonizados com novas correntes e tendências sociais progressistas.

Aspectos difíceis de Júpiter podem indicar grandes expectativas e ideais, bem como desapontamentos quando o grupo falha em resolver todos os seus problemas ou não consegue eliminar rapidamente a miséria do mundo.

Sem pestanejar, no entanto, passam para a próxima causa ou organização com a esperança de que a nova fórmula encontrada seja a chave da salvação.

Júpiter nesta casa sugere um número de amigos cada vez maior, de várias culturas e nacionalidades. Para alguns, o significado da vida só começa a aparecer quando suas agendas estão completamente preenchidas e eles tem de escolher entre a festa de aniversário de Mick Jagger e um convite para passar o fim de semana em St. Moritz.

Às vezes, um envolvimento grande demais em atividades sociais ou um envolvimento demasiado profundo na vida dos amigos pode dissipar suas energias e dissuadi-los de se aplicarem em outras áreas da vida.

Tanto Júpiter como a 11ª Casa estão preocupados em se tornar um pouco mais do que já são. Por isso, essas pessoas costumam ter muitas metas e objetivos na vida e podem quase sempre ser vistas olhando para o futuro.

Logo que um objetivo é alcançado, outro aparece em seu lugar. Talvez seja oportuno reduzir um pouco suas metas, ou mesmo selecionar melhor quais realmente vale a pena seguir; isso se não quiserem se esfacelar demais. De fato, se atirarem suas flechas alto demais, elas poderão cair em cima deles mesmos; se apontam em muitas direções ao mesmo tempo, podem ficar sem saber para onde atirar primeiro.

É espantoso observá-los. No entanto, por haver sempre tanta fé em que devem e vão realizar o que querem, a vida pode não ajudar, mas os encoraja bem. Muitas vezes, amigos ou grupos partilham dessa fé em suas metas e serão de grande valia em suas realizações.


Amanhã (4 de janeiro), JÚPITER NA 12ª CASA ASTROLÓGICA!

Veja em SEU mapa natal qual é a Casa ocupada pelo signo de LIBRA – será nessa esfera, nesses assuntos que - neste ano de 2017 - a Boa Fortuna irá surpreender positivamente!


Referência: As 12 Casas, por Howard Sasportas. Ed. Pensamento.

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"Sábio é quem em tudo lê". Plotino

"Sábio é quem em tudo lê". Plotino

Entendimento dos Símbolos

Por Fernando Pessoa

Benedictus Dominus Deus noster qui debit nobis signum

O entendimento dos símbolos e dos rituais (simbólicos) exige do intérprete que possua cinco qualidades ou condições, sem as quais os símbolos serão para ele mortos, e ele um morto para eles.


A primeira é simpatia; não direi a primeira em tempo, mas a primeira conforme vou citando, e cito por graus de simplicidade. Têm o intérprete que sentir simpatia pelo símbolo que se propõe interpretar. A atitude cauta, a irônica, a deslocada - todas elas privam o intérprete da primeira condição para poder interpretar.

A segunda é a intuição. A simpatia pode auxiliá-la, se ela já existe, porém não criá-la. Por intuição se entende aquela espécie de entendimento com que se sente o que está além do símbolo, sem que se veja.

A terceira é a inteligência. A inteligência analisa, decompõe, reconstrói noutro nível o símbolo; tem, porém, que fazê-lo depois que, no fundo, é tudo o mesmo. Não direi erudição, como poderia no exame dos símbolos, é o de relacionar no alto o que está de acordo com a relação que está embaixo. Não poderá fazer isso se a simpatia não tiver lembrado essa relação, se a intuição não a tiver estabelecido. Então a inteligência, de discursiva que naturalmente é, se tornará analógica, e o símbolo poderá ser interpretado.

A quarta é a compreensão, entendendo por esta palavra o conhecimento de outras matérias, que permitam que o símbolo seja iluminado por várias luzes, relacionado com vários outros símbolos, pois que, no fundo, é tudo o mesmo. Não direi erudição, como poderia ter dito, pois a erudição é uma soma; nem direi cultura, pois a cultura é em síntese; e a compreensão é uma vida. Assim, certos símbolos não podem ser bem entendidos se não houver antes, ou ao mesmo tempo, o entendimento de símbolos diferentes.

A quinta é menos definível. Direi talvez, falando a uns, que é graça, falando a outros que é a mão do Superior Incógnito, falando a terceiros, que é o Conhecimento e Conversação do Anjo da Guarda, entendendo cada uma destas coisas, que são a mesma da maneira como as entendem aqueles que delas usam, falando ou escrevendo.

Eu sei ler as estrelas!

Eu sei ler as estrelas!

Próspero, o duque de Milão à sua filha, Miranda em "A Tempestade".

Próspero, o duque de Milão à sua filha, Miranda em "A Tempestade".

Sobre A Metafísica - Rainha das Ciências - A Hécuba kantiana: * A S T R O L O G I A *

Aristóteles: "Este mundo está ligado duma maneira necessária aos movimentos do mundo superior. Todo o poder no nosso mundo é governado por estes movimentos" . (Tratado do Céu)

São Tomás de Aquino: "Os corpos celestes são a causa de tudo o que se produz neste mundo sublunar, agem indiretamente sobre as ações humanas, mas nem todos os efeitos que produzem são inevitáveis". (Suma, quest. XV, art. 5 e vol.III, pp. 2-29)

Dante: "Os astros são, de fato, a causa primeira de vossas ações, mas haveis recebido uma luz que vos permite distinguir o bem do mal, e uma vontade livre que, após ter começado a lutar contra os astros, de tudo triunfa se for bem dirigida". (Purgatório, XVI, 73)

Tycho-Brahé: "O homem contém em si uma influência bem maior do que a dos astros; superará as influências se viver segundo a justiça, mas, se seguir as suas tendências cegas, se descer à classe dos brutos e dos animais, vivendo com eles, o rei da natureza já não comanda, é comandado pela natureza".

Kepler: "Vinte anos de estudos práticos convenceram o meu espírito rebelde da realidade da astrologia".

Goethe: "Vim ao mundo em Franco forte-sobre-o-Meno a 28 de Agosto de 1749, ao soar a última badalada do meio-dia. A constelação era feliz, o Sol estava no signo da Virgem; Júpiter e Vênus formavam com ele bons aspectos; Mercúrio não era desfavorável, Saturno e Marte eram neutros; só a Lua, cheia nesse dia, exercia a força da sua reverberação tanto mais poderosa quanto a sua hora planetária havia começado. Opôs-se, portanto, ao meu nascimento até que essa hora passou. Estes bons aspectos, mais tarde altamente apreciados pelos astrólogos, serão sem dúvida a razão por que fiquei vivo, pois, pela incúria da parteira, julgaram que estava morto quando vim ao mundo, e só depois de numerosos esforços vi a luz". (Poesia e Verdade, cap. I).

Balzac: "A Astrologia é uma ciência imensa e que reinou nas mais altas inteligências".

C.G. Jung: "Se as pessoas cuja instrução deixa a desejar têm julgado que podem fazer troça da astrologia, considerando-a como uma pseudociência há muito liquidada, essa astrologia, remontando das profundezas da alma popular, volta hoje a apresentar-se às portas das nossas universidades, que deixou há três séculos". (Seelenprobleme derGegenwart, p. 241)

André Breton: "É (a astrologia) para mim uma dama muito alta, muito bela e vinda de tão longe que não pode deixar de encantar-me. No mundo puramente físico, não vejo outra cujas qualidades possam rivalizar com as suas. Parece-me, além disso, guardar um dos mais altos segredos do mundo. É pena que hoje – pelo menos para o vulgo – reine no seu lugar uma prostituta". (Atrologie moderne, nº 12, Outubro de 1954)

Claude Lévi-Strauss: "Os antigos construíram um sistema, e esse sistema, a partir do momento em que foi construído, mostrou-se operante e fecundo, pois o homem só pode pensar com sistemas. A astrologia foi um grande sistema, pois ajudou o homem a pensar durante milênios". (L'Astrologue, nº 9)

Lucien Malavard (Prof. De Ciências na Sorbonne): "Penso que os antigos fizeram de certo modo ciências humanas avant lalettre por meio da astrologia: elaboraram assim uma classificação dos seres, uma maneira de ver mais claro nos comportamentos humanos. Pela minha parte, sentir-me-ia tentado a situar a astrologia ao lado das ciências humanas, um pouco mais longe...". (L'Astrologue, nº 15)

ASTROLOGIA NÃO É DOGMA DE FÉ (creio/não creio).

Requer conhecimentos básicos de matemática, geometria, mitologia, antropologia, história, psicologia, semiótica, física, astronomia e filosofia pré-socrática.

Conclamar a união de todas essas disciplinas já a torna deveras intrigante!

Ouça entrevista (em áudio) que concedi sobre Astrologia em "Conhecimento Sem Fronteiras", no site da ESDC: http://www.esdc.com.br/

Entrevista em áudio sobre Astrologia

Realizada por Márcia Oshiro com a Profª Luciene Félix


1ª Parte (duração: 10:45)

O que é astrologia?
Quais os pressupostos deste Saber?
Que conhecimento é necessário para decodificar essa linguagem?
O que são os quatro elementos?
O que tem a nos dizer sobre a Era de Aquário?
No que o estudo de um mapa astral pode ajudar as pessoas?
Qual é a informação mais importante de um mapa astral?

2ª Parte (duração: 9:34)
Após o Sol, qual é a segunda informação a ser analisada?
Como descobrir qual é nosso signo Ascendente?
E quem é de Câncer, por exemplo? Errata: Asc. Câncer mesmo é para quem nasce entre 6 e 8hs da manhã
Qual planeta rege qual signo?
Podemos confiar em mapas da internet?
E quanto às interpretações dos mapas astrais da internet?

3ª Parte (duração: 11:25)
Após o Sol, o Ascendente e a Lua, o que deve ser analisado?
Breve resumo do posicionamento de Vênus nos 4 elementos?
E o que seria uma Vênus mal posicionada?
E quanto a localização do planeta Marte num mapa?

4ª Parte (duração: 9:49)
Posicionamento de Marte & Vênus e a vida sexual.
O que é "Trânsito Astrológico"?
Exemplo de Trânsito.
Qual influência do ciclo de lunação?
E quanto a Lua Cheia?

5ª Parte (duração: 13:24)
O grande presente: o benéfico Júpiter!
Interpretação do trânsito de Júpiter/Zeus por Casas.
Em que consiste o sistema de Casas derivadas?
Sobre a arte do divinatio, da advinhação.
Conhecendo "O Segredo" de se auto-conhecer
E quanto ao rebaixamento de Plutão?
És astróloga? Ensinas a ler as estrelas...